CAPÍTULO 7

Uma Europa global ao serviço da paz, parcerias e estabilidade económica

Um grupo de crianças com os braços no ar sorri à frente de um depósito de água. Afixada no depósito de água, e parcialmente encoberta, uma bandeira europeia. Ver legenda da fotografia
Viver em regiões de conflito: 15,2 milhões de pessoas no Iémen necessitam de acesso a água potável, saneamento e serviços de higiene. Em Al-Makhshab, a água está sempre disponível graças ao novo sistema financiado pela UE. Desde o início da guerra, em 2015, a UE contribuiu com quase 1,6 mil milhões de EUR para responder à crise. Al-Makhshab, Iémen, 14 de maio de 2025.

O mundo mudou radicalmente nos últimos anos. Perante a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, o conflito em Gaza, uma concorrência económica mais agressiva e desleal por parte da China, as relações com os Estados Unidos e o aumento de divisões políticas, a União Europeia envidou esforços para defender e promover uma ordem internacional assente em regras, construir parcerias comerciais eficazes e reforçar o papel das instituições globais. Permanece firmemente empenhada num multilateralismo eficaz, articulado em torno das Nações Unidas e apoiado por outras instituições internacionais, como a Organização Mundial do Comércio, e continua a ser o maior doador de ajuda para o desenvolvimento e um dos principais doadores de ajuda humanitária do mundo.

O alargamento representa um investimento estratégico na paz, estabilidade e prosperidade a longo prazo da Europa e é crucial para aumentar a influência da UE no mundo. A União Europeia avalia regularmente os progressos de todos os países do alargamento, nomeadamente no âmbito do pacote anual de alargamento - abrir um novo separador.. A integração gradual de países candidatos em domínios específicos das políticas da UE, incluindo em partes do mercado único, reforça os laços com a União antes da sua adesão.

A Comissão Europeia tem apoiado, em particular, os esforços de adesão dos países do alargamento ao espaço único de pagamentos em euros - abrir um novo separador. e à zona «itinerância como em casa - abrir um novo separador.». O Plano de Crescimento para a Moldávia - abrir um novo separador., o Plano de Crescimento para os Balcãs Ocidentais - abrir um novo separador. e o Mecanismo para a Ucrânia - abrir um novo separador. estão a facilitar este processo e a impulsionar os investimentos e reformas necessários para preparar os países do alargamento para a sua adesão à UE.

Marta Kos e outras pessoas sentadas a uma mesa de conferências redonda. O orador é visível num ecrã em segundo plano. Outras pessoas sentam-se em segunda fila, em redor da mesa principal.
Marta Kos (ao centro, à esquerda, de azul-claro), comissária europeia responsável pelo Alargamento, na reunião dos dirigentes dos Balcãs Ocidentais. Os dirigentes da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte e Sérvia reuniram-se para reafirmar o seu firme compromisso relativamente ao Plano de Crescimento para os Balcãs Ocidentais. Escópia, Macedónia do Norte, 30 de junho de 2025.

Apoio da UE aos países do alargamento em 2025

Ações de reforço das relações comerciais com os países candidatos em 2025

  • Finalização da revisão dos regimes comerciais com a Moldávia e a Ucrânia, no contexto dos respetivos processos de adesão à UE.

Parceria Oriental e região do mar Negro

A cooperação regional no âmbito da Parceria Oriental - abrir um novo separador. reúne a União Europeia, Arménia - abrir um novo separador., Azerbaijão - abrir um novo separador., Bielorrússia - abrir um novo separador., Geórgia - abrir um novo separador., Moldávia - abrir um novo separador.Ucrânia - abrir um novo separador. com o intuito de enfrentar desafios comuns e concretizar os objetivos partilhados. A Bielorrússia suspendeu a sua participação em 2021, na sequência da drástica deterioração da situação global no país antes, durante e após as eleições de agosto de 2020, no tocante aos direitos humanos, democracia e Estado de direito. A cooperação prossegue com as principais partes interessadas não estatais bielorrussas, incluindo organizações da sociedade civil e as forças democráticas empenhadas numa Bielorrússia democrática. A cooperação regional no quadro da Parceria Oriental contribui igualmente para a aplicação da abordagem estratégica da UE para a região do mar Negro - abrir um novo separador., adotada em maio de 2025. No contexto da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, a estratégia reforçará também o papel geopolítico da União Europeia enquanto interveniente fiável na região do mar Negro.

Três pilares para a futura cooperação UE-mar Negro

  1. Reforçar a segurança, a estabilidade e a resiliência.
  2. Fomentar o crescimento sustentável e a prosperidade.
  3. Promover a proteção do ambiente, a preparação e resiliência no contexto das alterações climáticas e a proteção civil.

Em outubro, foi lançada uma agenda de conectividade transregional - abrir um novo separador. com o objetivo de coordenar o investimento estratégico para reforço do comércio, transportes, energia e ligações digitais entre a Europa e a Ásia Central, através da Turquia e dos países do mar Negro e Sul do Cáucaso. Esta iniciativa reflete os esforços estratégicos da União Europeia para criar parcerias e promover a cooperação entre regiões.

Médio Oriente e Norte de África

A prosperidade, conetividade, resiliência e segurança da bacia mediterrânica são de interesse estratégico para a União Europeia no seu intuito de aumentar a competitividade, melhorar a segurança e gerir as migrações. O Pacto para o Mediterrâneo - abrir um novo separador., lançado pelos Estados-Membros e pelos parceiros do sul do Mediterrâneo, renova e reforça a ambição da UE de aprofundar relações com os países de toda a região, a fim de estimular o investimento e trazer valor acrescentado para as pessoas e economias das margens do Mediterrâneo. O pacto propõe projetos emblemáticos em torno dos seus três pilares: pessoas, economia e segurança.

Parcerias estratégicas e abrangentes

A primeira cimeira UE-Egito - abrir um novo separador., realizada a par de um evento de alto nível UE-Egito - abrir um novo separador., representou uma oportunidade decisiva para converter ambições comuns em resultados concretos, com base na parceria estratégica e abrangente UE-Egito - abrir um novo separador..

O Conselho aprovou o mandato da UE para encetar negociações com cada um dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo - abrir um novo separador. — Arábia Saudita, Barém, Catar, Emirados Árabes Unidos, Koweit e Omã —, com o objetivo de celebrar acordos bilaterais de parceria estratégica.

A UE e a Jordânia assinaram uma declaração conjunta que estabelece uma nova parceria estratégica e abrangente - abrir um novo separador., com vista a responder melhor aos desafios comuns e a promover os valores partilhados da paz, democracia e direitos humanos. Assinaram também um memorando de entendimento para dar início à assistência macrofinanceira num montante de 500 milhões de EUR - abrir um novo separador., a fim de apoiar a estabilidade económica, crescimento, resiliência a longo prazo e reformas da Jordânia.

A Jordânia assinou o renovado acordo de parceria para a investigação e inovação na região mediterrânica - abrir um novo separador., que visa reforçar as capacidades de investigação e inovação e desenvolver conhecimentos e soluções para a gestão da água, sistemas agrícolas e valor da cadeia alimentar no Mediterrâneo. Entre 2025 e 2027, a Jordânia contribuirá com 4,5 milhões de EUR para esta parceria.

Dubravka Šuica e Zeina Toukan sentadas a uma mesa, assinando cada uma delas um documento. Atrás estão Ursula von der Leyen e Abdullah II, rei da Jordânia. Atrás do rei e da presidente, uma bandeira da Jordânia e uma bandeira da União Europeia contra um fundo azul com três logótipos da Comissão Europeia.
Dubravka Šuica (à frente, à direita), comissária europeia responsável pelo Mediterrâneo, e Zeina Toukan (à frente, à esquerda), ministra jordana do Planeamento e da Cooperação Internacional, assinam o Acordo de Parceria Estratégica e Abrangente UE-Jordânia na presença de Ursula von der Leyen (atrás, à direita), presidente da Comissão Europeia, e de Abdullah II (atrás, à esquerda), rei da Jordânia. Bruxelas, Bélgica, 29 de janeiro de 2025.

A União Europeia continua a defender e promover uma ordem internacional assente em regras e está empenhada em reforçar o papel das instituições internacionais para garantir que os valores europeus são respeitados e que, num mundo cada vez mais marcado por disputas e instabilidade, a Europa se mantém forte.

Com o aproximar da 80.a Assembleia Geral das Nações Unidas, a UE reiterou o seu compromisso - abrir um novo separador. para com o multilateralismo alicerçado no direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, reconhecendo a relação intrínseca entre a paz e a segurança, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. A UE continuará a ser um parceiro previsível, fiável e credível, empenhado em encontrar soluções globais para desafios comuns, nomeadamente através do Pacto para o Futuro - abrir um novo separador.. Está também determinada a acelerar esforços para concretizar a Agenda 2030 e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, bem como a apoiar o processo de reforma das Nações Unidas em curso.

Segurança económica

Uma nova política económica externa centrada na segurança económica, no comércio e no investimento em parcerias é fundamental para a prosperidade da Europa. O comércio aberto pode fazer crescer as empresas e criar postos de trabalho, mas é necessário manter condições de concorrência leal e equitativa entre produtores nacionais e estrangeiros. Os instrumentos de defesa comercial continuam a proteger os postos de trabalho na UE, promovendo um ambiente empresarial justo para as empresas europeias.

Para que os investimentos no estrangeiro não afetem negativamente a segurança económica da UE, a Comissão instou os Estados-Membros a analisar os investimentos - abrir um novo separador. em países terceiros realizados por empresas estabelecidas nos seus territórios em três áreas de importância estratégica: semicondutores, inteligência artificial e tecnologias quânticas. A necessidade de eventuais medidas neste domínio será considerada à luz desta análise. Em dezembro, foram concluídas negociações interinstitucionais - abrir um novo separador. sobre a melhoria do quadro de análise dos investimentos diretos estrangeiros na UE, com vista a tornar a análise do investimento um instrumento estratégico mais sólido e coerente.

A UE é a segunda maior economia e o maior bloco comercial do mundo.

Principais desenvolvimentos no comércio e cooperação internacional em 2025

Declaração conjunta - abrir um novo separador. com os Estados Unidos da América relativa a um acordo de comércio recíproco, equitativo e equilibrado.

A União Europeia tem dialogado continuamente com os Estados Unidos a fim de reduzir os direitos aduaneiros e assim restabelecer a estabilidade e previsibilidade nas relações comerciais e de investimento entre a UE e os EUA, beneficiando empresas, trabalhadores e cidadãos de ambos os lados do Atlântico.

 
 

Duas propostas de acordos históricos na América Latina, o Acordo de Parceria UE-Mercosul - abrir um novo separador. e o Acordo Global modernizado UE-México - abrir um novo separador., que são parte essencial da estratégia da UE para diversificar as suas relações comerciais.

Estes acordos irão criar oportunidades de exportação no valor de milhares de milhões de euros para empresas europeias de todas as dimensões, contribuir para o crescimento económico e a competitividade, apoiar centenas de milhares de postos de trabalho europeus e promover os interesses e valores da UE na região.

Entrada em vigor do Acordo de Comércio Provisório UE-Chile - abrir um novo separador., que reforça a competitividade das empresas de ambas as partes.

Estes esforços serão ainda apoiados por iniciativas Global Gateway em curso, como o desenvolvimento de cadeias de valor de matérias-primas essenciais para o lítio e cobre e a produção de hidrogénio verde no Chile.

       
 

Parceria estratégica - abrir um novo separador. com os cinco países da Ásia Central — Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Usbequistão.

Primeiro sinal do novo impulso dado a esta relação, um pacote de investimento Global Gateway no valor de 12 mil milhões de EUR apoiará a cooperação nos domínios do clima, energia e matérias-primas essenciais entre a UE e estes parceiros.

Novo capítulo nas relações UE-Reino Unido - abrir um novo separador. com acordos em vários domínios, como o acesso recíproco dos pescadores até 2038 - abrir um novo separador. e uma parceria de segurança e defesa - abrir um novo separador.. Esta última permitirá ao Reino Unido participar em ações de contratação conjunta.

Declaração conjunta - abrir um novo separador. com a Suíça para reforçar a cooperação nos domínios essenciais da investigação, transportes terrestres e saúde.

Reafirmação do compromisso comum com o Japão - abrir um novo separador. de reforçar a cooperação no comércio e segurança económica, criação de uma aliança para a competitividade - abrir um novo separador. e alargamento do diálogo económico de alto nível.

Início das negociações com os Emirados Árabes Unidos com vista a um acordo de comércio livre - abrir um novo separador., abrindo caminho a um possível primeiro acordo comercial global da UE na região do Golfo.

Relançamento das negociações - abrir um novo separador. com vista a um acordo de comércio livre entre a UE e a Malásia.

     
 

Assinatura de um acordo de comércio digital (ACD) histórico com Singapura - abrir um novo separador., conclusão das negociações relativas a um ACD com a Coreia do Sul - abrir um novo separador. e início dos trabalhos com vista a um ACD com o Canadá - abrir um novo separador..

Estes acordos estão em consonância com a nova estratégia digital internacional - abrir um novo separador. da UE, que reflete a intenção de criar uma rede de parcerias digitais e expandir a rede de acordos de comércio digital. A estratégia aumentará também a oferta tecnológica europeia, combinando investimentos do setor público e do setor privado da UE para apoiar a transição digital dos países parceiros, e reforçará a governação digital mundial em consonância com os valores fundamentais da UE.

Maroš Šefčovič e Airlangga Hartarto sorriem e posam juntos. Ambos usam camisas coloridas de estilo indonésio e seguram entre si uma caixa com um arranjo floral no interior. O grande painel azul em segundo plano apresenta no topo as bandeiras indonésia e europeia e ostenta a menção «Bilateral Meeting — Coordinating Minister for Economic Affairs R I and EU Commissioner for Trade and Economic Security» (Reunião bilateral — ministro da Coordenação dos Assuntos Económicos da República da Indonésia e comissário da UE para o Comércio e a Segurança Económica).
Maroš Šefčovič (à direita), comissário europeu responsável pelo Comércio e Segurança Económica e pelas Relações Interinstitucionais e Transparência, e Airlangga Hartarto, ministro indonésio da Coordenação dos Assuntos Económicos, celebram a conclusão das negociações sobre o Acordo de Parceria Económica Global UE-Indonésia. Jacarta, Indonésia, 22 de setembro de 2025.

Medidas de 2025 para um comércio equitativo

  • Imposição de medidas - abrir um novo separador. do Instrumento de Contratação Pública Internacional (devido à discriminação sistemática dos dispositivos médicos da UE no mercado de contratos públicos da China), excluindo os proponentes chineses dos contratos públicos da UE para aquisição de dispositivos médicos com um valor estimado superior a 5 milhões de EUR e limitando a quota de dispositivos médicos originários da China a não mais de 50 % do valor dos contratos em causa.
  • Aplicação de medidas - abrir um novo separador. de prevenção do dumping de plataformas elevatórias móveis provenientes da China, que causa prejuízos significativos aos produtores da Europa, onde as vendas anuais do setor ascendem a mil milhões de EUR.
  • Início de um processo de arbitragem - abrir um novo separador. contra as restrições ao comércio e investimento por parte da Argélia, em violação do Acordo de Associação UE-Argélia.
  • Conclusão com êxito do procedimento de resolução de litígios contra a China no âmbito da Organização Mundial do Comércio, relativo às anti-suit injunctions (injunções de não litigância) decretadas pelos tribunais chineses no que se refere às patentes essenciais a uma norma como, por exemplo, o 5G para telemóveis.

Parcerias internacionais

As parcerias internacionais são um elemento fundamental da política externa da União Europeia. A Estratégia Global Gateway - abrir um novo separador., assente em instrumentos financeiros como o Instrumento de Vizinhança, de Cooperação para o Desenvolvimento e de Cooperação Internacional Europa Global - abrir um novo separador., é o contributo da UE para reduzir o défice mundial de investimento, em plena consonância com a Agenda 2030 das Nações Unidas e os seus objetivos de desenvolvimento sustentável e com o Acordo de Paris - abrir um novo separador.. Tornou-se uma estratégia fiável para mobilizar investimento global, criando empregos locais de qualidade e acrescentando valor em todo o mundo, ao mesmo tempo que reforça a competitividade e segurança da UE. Até à data, a Global Gateway mobilizou 306 mil milhões de EUR de investimento público e privado, ultrapassando o objetivo inicial de 300 mil milhões de EUR até 2027.

A plataforma de investimento Global Gateway - abrir um novo separador., lançada em outubro, contribuirá significativamente para estes esforços ao facilitar projetos de investimento das empresas da UE nos países parceiros. A fim de consolidar e reforçar o papel e intervenção mundial da UE, a Comissão propôs aumentar a eficiência da Garantia para a Ação Externa - abrir um novo separador., reduzindo a burocracia e introduzindo medidas de simplificação. A Garantia para a Ação Externa é um instrumento financeiro essencial da Global Gateway, oferecendo empréstimos mais acessíveis para desbloquear investimentos e estabelecer relações comerciais com países parceiros de todo o mundo.

Promover a diplomacia de alto nível e as parcerias entre a UE e África

Em 2025, a União Europeia e a União Africana celebraram o 25.o aniversário da sua parceria - abrir um novo separador. com a sétima edição da cimeira UE-União Africana - abrir um novo separador.. No âmbito da Global Gateway, a UE já mobilizou 120 mil milhões de EUR para projetos em África. Por ocasião da cimeira do G20 na África do Sul, a última iniciativa de angariação de fundos da campanha Global Gateway «Desenvolver as energias renováveis em África - abrir um novo separador.» assegurou 15,5 mil milhões de EUR em favor da energia limpa e do acesso à eletricidade em todo o continente africano. O financiamento concedido pela UE e pelos Estados-Membros numa abordagem Equipa Europa - abrir um novo separador. reforça os esforços da União Europeia no domínio da energia limpa em África. A campanha também uniu esforços com a Missão 300 - abrir um novo separador., uma iniciativa do Grupo do Banco Mundial que visa fornecer eletricidade a 300 milhões de pessoas em África até 2030. Contribuirá para levar energia a habitações, escolas e hospitais em todo o continente e criará milhares de empregos verdes, da Costa do Marfim e do Lesoto a Madagáscar e à Somália.

Ursula von der Leyen discursa atrás de um púlpito que ostenta a toda a largura os dizeres «Global Gateway Forum 2025 — 9 to 10 October — Brussels» (Fórum Global Gateway 2025 — 9 a 10 de outubro — Bruxelas).
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, no Fórum Global Gateway, durante o qual anunciou um pacote da Equipa Europa no montante de 618 milhões de EUR para impulsionar as energias renováveis em África. Esta declaração complementa o pacote de 545 milhões de EUR apresentado na Assembleia Geral das Nações Unidas no início do ano, demonstrando que a UE cumpre aquilo com que se compromete. Bruxelas, Bélgica, 9 e 10 de outubro de 2025.
Jozef Síkela, de pé num autocarro, sorri para a câmara.
Jozef Síkela (de pé, à esquerda), comissário europeu responsável pelas Parcerias Internacionais, durante uma visita ao projeto «Rumo a uma conceção inclusiva da transição para as energias renováveis». Windhoek, Namíbia, 17 de setembro de 2025.

Cimeiras internacionais

Em 2025, a UE participou em diversas cimeiras com países parceiros. Na cimeira do G7 - ficheiro PDF, abrir um novo separador., realizada em junho no Canadá, os chefes de Estado e de Governo refletiram sobre como aumentar o apoio à Ucrânia e reiteraram o seu empenho na paz e estabilidade do Médio Oriente. O reforço da coordenação económica, aprovisionamento seguro de minerais essenciais, novas tecnologias (inteligência artificial e tecnologias quânticas), transição energética e formas de melhor prevenir e atenuar os incêndios florestais foram outros dos principais temas abordados.

A cimeira do G20 - abrir um novo separador., que se realizou em Joanesburgo, África do Sul, foi a primeira do género no continente africano e concluiu o primeiro ciclo de presidências do G20. Os seus resultados relacionaram-se, sobretudo, com grandes prioridades da Europa e de África, como a transição energética, minerais essenciais e sustentabilidade da dívida. Foram ainda debatidas outras questões fundamentais, como os desequilíbrios mundiais, ação climática, resiliência a catástrofes e inteligência artificial.

Investigação e inovação

A cooperação com a Índia na investigação e inovação ganhou ímpeto em 2025, em particular graças ao Conselho de Comércio e Tecnologia UE-Índia - ficheiro PDF, abrir um novo separador.. No âmbito do grupo de trabalho do Conselho sobre tecnologias energéticas verdes e limpas, foi lançado, em cooperação com a Índia, um projeto de investigação sobre a poluição marinha causada por plásticos, as soluções de produção de hidrogénio renovável a partir de resíduos - abrir um novo separador. e a reciclagem de baterias para veículos elétricos, com um investimento conjunto de cerca de 60 milhões de EUR.

O Horizonte Europa - abrir um novo separador. é o principal programa da UE para financiamento da investigação e inovação e serve de plataforma colaborativa para as melhores comunidades de investigadores do mundo. Em 2025, a Coreia do Sul - abrir um novo separador., Egito - abrir um novo separador.Suíça - abrir um novo separador. aderiram ao Horizonte Europa, que conta agora com 22 países associados.

Ursula von der Leyen e Narendra Modi sorriem para a fotografia enquanto dão um aperto de mão.
Ursula von der Leyen (à esquerda), presidente da Comissão Europeia, cumprimenta Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante a visita do Colégio de Comissários à Índia. Nova Deli, Índia, 27 de fevereiro de 2025.

Apoiar a paz e segurança

Por ocasião do primeiro diálogo político de alto nível UE-Palestina - abrir um novo separador. (esta designação não deve ser interpretada como o reconhecimento de um Estado da Palestina e não prejudica a posição de cada um dos Estados-Membros sobre esta questão), a Comissão propôs um programa plurianual de apoio global - abrir um novo separador. para promover a recuperação e resiliência palestinianas. A Comissão convocou também a primeira reunião do Grupo de Doadores à Palestina - abrir um novo separador. em Bruxelas, Bélgica, recebendo parceiros internacionais com vista a apoiar a execução das reformas palestinianas, ajudar a reforçar a governação, melhorar a resiliência económica e fazer avançar a recuperação de Gaza. Vários Estados-Membros prometeram doar um total de 88 milhões de EUR à Autoridade Palestiniana por meio do Mecanismo Pegase (mecanismo palestino-europeu para a gestão da ajuda socioeconómica).

A fim de promover a paz no Médio Oriente, a Comissão propôs a suspensão de determinadas disposições comerciais - abrir um novo separador. do Acordo de Associação UE-Israel e a imposição de sanções adicionais ao Hamas, aos ministros extremistas e aos colonos violentos. A Comissão suspendeu também a prestação de apoio bilateral a Israel, com exceção do apoio à sociedade civil e ao Yad Vashem (centro mundial para a memória do Holocausto).

A União Europeia continua a ser o maior doador internacional e prestador de ajuda humanitária aos palestinianos. Em 2025, atribuiu e desembolsou um montante total de 220 milhões de EUR para ajuda humanitária de emergência a Gaza e à Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

Uma mulher de Gaza com uma criança ao colo segura uma caixa com uma bandeira europeia e as palavras «Unicef for every child» (Unicef para todas as crianças). Atrás dela, um grupo de pessoas, algumas das quais vestindo coletes com os mesmos símbolos. Na rua, há um amontoado de escombros.
Esforços humanitários da UE em Gaza: uma boia de salvação num contexto de destruição. Com fundos da UE, a UNICEF distribuiu vestuário de inverno a 150 000 crianças. 5 de fevereiro de 2025. © UNICEF, 2025. Todos os direitos reservados. Licenciado à União Europeia sob condições.

Ao longo do ano, a União Europeia reiterou o seu empenho em apoiar o povo sírio e contribuir para a transição e recuperação do país. Na nona Conferência de Bruxelas «Ao lado da Síria: satisfazer as necessidades para uma transição bem-sucedida - abrir um novo separador.», a UE anunciou compromissos financeiros no valor de quase 2,5 mil milhões de EUR para 2025 e 2026 destinados a apoiar o processo de transição e a recuperação socioeconómica do país. Além disso, a Comissão levantou as sanções económicas contra a Síria - abrir um novo separador., com exceção das relacionadas com a segurança, e a iniciativa anual «Dia do Diálogo - abrir um novo separador.» realizou-se pela primeira vez na Síria em 2025. Por último, na sequência da reintrodução das sanções das Nações Unidas contra o Irão, a Comissão acordou em reintroduzir uma série de sanções relacionadas com as atividades de proliferação nuclear do país.

Ajuda humanitária

A ocorrência de grandes catástrofes naturais ou a irrupção de conflitos põem em perigo a vida de milhões de pessoas. Nessas circunstâncias, a ajuda humanitária é uma tábua de salvação, proporcionando alimentos, abrigo e assistência médica.

A UE, em conjunto com os seus Estados-Membros, está na linha da frente das operações de socorro, tendo sido o principal doador mundial de ajuda humanitária em 2025. Presta ajuda essencial à sobrevivência, de acordo com as necessidades, defende a proteção dos trabalhadores humanitários, salvaguarda os princípios humanitários internacionais, protege a população civil e defende o direito internacional humanitário — ações que estão no âmago da diplomacia humanitária. Em 2025, a União Europeia afetou 2,56 mil milhões de EUR a proteção e ajuda humanitária.

Hadja Lahbib sorri e inclina-se para a frente para falar com uma criança de tenra idade num centro de saúde. Entre elas encontra-se outra criança, deitada numa cadeira de dentista.
Hadja Lahbib, comissária europeia responsável pela Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, visita um centro da Cruz Vermelha antes da cimeira UE-Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Bogotá, Colômbia, 5 de novembro de 2025.

A União Europeia prestou ajuda humanitária à sua vizinhança imediata, em especial à Arménia, Moldávia, Turquia e Ucrânia. Além de na Palestina, a ajuda humanitária da UE no Médio Oriente e Norte de África centrou-se na Síria e na resposta às necessidades dos refugiados sírios na região.

A ação humanitária da UE é global. A guerra no Sudão - abrir um novo separador. e as suas repercussões nos países vizinhos, a situação complexa e volátil no Corno de África e na África Ocidental e Central - abrir um novo separador., e os fenómenos meteorológicos extremos na região da África Austral e do oceano Índico - abrir um novo separador. provocaram deslocações em grande escala, insegurança alimentar e mesmo fome. A UE ofereceu assistência vital a milhões das pessoas mais vulneráveis e afetadas por estas crises.

Na Ásia, a ação humanitária da UE continuou a dar resposta a crises humanas prolongadas, como as que afetam o Afeganistão - abrir um novo separador., Bangladexe e Mianmar/Birmânia - abrir um novo separador., intervindo também em catástrofes naturais inesperadas como as inundações no Paquistão - abrir um novo separador. e os ciclones tropicais nas Filipinas - abrir um novo separador. e no Vietname - abrir um novo separador..

Na América Latina, a ajuda humanitária da UE beneficiou as comunidades afetadas pelas crises em curso em países como a Colômbia - abrir um novo separador., Haiti - abrir um novo separador. e Venezuela - abrir um novo separador., bem como as vítimas de catástrofes como o furacão Melissa, nas Caraíbas.