
Seleção e acompanhamento dos projetos do FEDER e do FSE no período de 2014-2020: ainda maioritariamente orientados para as realizações
Acerca do relatório No contexto dos fundos da política de coesão durante o período de programação de 2014-2020, o Tribunal analisou de que modo os Estados-Membros colocam a ênfase nos resultados ao selecionar os projetos e até que ponto a Comissão e os Estados-Membros podem demonstrar, através do seu acompanhamento, que o orçamento da UE é bem gasto. O Tribunal concluiu que, embora a Comissão tenha tomado várias medidas para aumentar a ênfase nos resultados, os procedimentos de seleção continuam a realçar as realizações e a absorção em vez dos resultados. Além disso, as insuficiências das disposições relativas ao acompanhamento tornaram difícil avaliar em que medida o apoio da UE contribuiu para a realização dos objetivos dos Estados-Membros e da UE.
O Tribunal recomenda que, durante o processo de seleção, os Estados-Membros devem garantir que é feita uma comparação entre as candidaturas de projetos, exigir aos beneficiários que definam pelo menos um verdadeiro indicador de resultados para cada projeto (a incluir no acordo de subvenção e que contribua para os indicadores do PO) e avaliar os resultados esperados e os indicadores no relatório de avaliação das candidaturas. A Comissão deve definir indicadores comuns de resultados para o FEDER, melhorar a comunicação de informações sobre o desempenho e garantir a realização de uma análise de desempenho significativa em 2019.
Síntese
IPara o período de programação de 2014-2020, a UE atribuiu aproximadamente 349,4 mil milhões de euros com vista a concretizar os seus objetivos em termos de política de coesão. Esta política visa apoiar a criação de emprego, a competitividade empresarial, o crescimento económico, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida. Para alcançar estes objetivos, o financiamento é concedido a projetos apresentados por beneficiários nos Estados-Membros. As autoridades nos Estados-Membros selecionam os projetos a financiar e acompanham a sua execução. É fundamental que este financiamento seja afetado de forma eficaz, designadamente através da obtenção dos resultados esperados.
IIA fim de apoiar este objetivo, a Comissão aplicou várias medidas destinadas a aumentar a ênfase nos resultados no período de 2014-2020. Em relatórios anteriores, o Tribunal saudou as melhorias trazidas por estas medidas. No entanto, também salientou graves insuficiências na sua eficácia, bem como questões sobre a qualidade das informações de acompanhamento relativas às despesas no âmbito da política de coesão. O presente relatório consolida e desenvolve essas conclusões anteriores.
IIIO Tribunal analisou de que modo a ênfase nos resultados está incorporada na forma como os projetos são selecionados e em que medida a Comissão e os Estados-Membros podem demonstrar que o orçamento da UE é bem gasto. Como tal, foram analisados os mecanismos de seleção e acompanhamento dos projetos beneficiários de fundos no âmbito da política de coesão.
IVO Tribunal concluiu que, apesar das intenções há muito definidas, a conceção dos procedimentos de seleção, e os processos em si, continuam a realçar as realizações e a absorção em vez dos resultados. Além disso, as insuficiências das disposições relativas ao acompanhamento tornaram difícil avaliar em que medida o apoio da UE contribuiu para a realização dos objetivos dos Estados-Membros e da UE. Especificamente, nos PO visitados, o Tribunal concluiu que:
- na seleção dos projetos, os beneficiários potenciais estavam bem informados e dispunham de apoio adequado para aceder ao financiamento da UE. Os procedimentos analisados foram elaborados para promover a seleção de projetos pertinentes para os objetivos dos PO, mas os critérios de seleção raramente exigiram aos candidatos que definissem indicadores de resultados quantificados a nível do projeto. Ademais, na maioria dos procedimentos, os projetos foram selecionados por ordem de entrada das candidaturas. Estas apenas foram classificadas e ordenadas entre si num dos procedimentos de seleção;
- no que respeita aos sistemas de acompanhamento, estes só se tornaram funcionais numa fase tardia, sobretudo devido a atrasos na adoção do quadro legislativo. Permaneceram insuficiências em alguns dos sistemas informáticos utilizados para recolher e agregar os dados de acompanhamento. Por outro lado, o progresso lento nas auditorias dos respetivos sistemas de acompanhamento introduziu o risco de agora poder não haver tempo suficiente para tomar as medidas corretivas necessárias antes da análise do desempenho em 2019;
- as informações de acompanhamento continuam essencialmente orientadas para as realizações. O principal relatório da Comissão para medir as concretizações apresenta progressos nos principais indicadores de realizações a par da implementação do financiamento. Todavia, existem poucas informações sobre a concretização dos resultados.
Por conseguinte, o Tribunal formulou as seguintes recomendações:
- a fim de assegurar uma abordagem coerente e verdadeiramente orientada para os resultados aplicada à seleção dos projetos, os Estados-Membros devem garantir que é feita uma comparação entre as candidaturas de projetos, exigir aos beneficiários que definam pelo menos um verdadeiro indicador de resultados para cada projeto e avaliar os resultados esperados e os indicadores no relatório de avaliação das candidaturas;
- a fim de garantir um acompanhamento orientado para os resultados, os Estados-Membros devem incluir um ou mais indicadores de resultados efetivos e quantificados no acordo de subvenção, que contribuam para os indicadores de resultados definidos a nível do PO, e a Comissão deve determinar indicadores de resultados comuns para o FEDER com base numa definição comum de «resultados»;
- a Comissão deve melhorar a apresentação de relatórios sobre o desempenho e garantir que é efetuada uma análise do desempenho significativa em 2019.
Introdução
A política de coesão é a principal política de investimento da UE
01A política de coesão é a principal política de investimento da UE. Visa apoiar a criação de emprego, a competitividade empresarial, o crescimento económico, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida. Cerca de um terço do orçamento da UE é atribuído a esta política. A preços correntes, essas dotações correspondem a cerca de 230 mil milhões de euros no período de programação de 2000-2006, a 346,5 mil milhões de euros no período de 2007-2013 e a 349,4 mil milhões de euros no período de 2014-2020.
02A política de coesão é executada através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), do Fundo Social Europeu (FSE) e do Fundo de Coesão (FC). Em conjunto com o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), estes fundos constituem os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI). Estes fundos são executados através de programas operacionais (PO), que definem as prioridades de investimento e os objetivos específicos1, e descrevem ainda de que forma os fundos serão utilizados durante o período de programação para financiar os projetos. Os PO são executados pelos Estados-Membros e respetivas regiões, o que significa que são os Estados-Membros e as suas regiões que selecionam, acompanham e avaliam os projetos.
A orientação para o desempenho constitui uma prioridade fundamental da Comissão e dos Estados-Membros no período de 2014-2020
03A Estratégia Europa 2020 é a estratégia decenal da UE para o crescimento e o emprego. Foi lançada em 2010 e visa criar as condições para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Com vista a alcançar os objetivos e as metas previstos na Estratégia «Europa 2020», a Comissão sublinhou em 2010 a necessidade de melhorar a eficácia da política de coesão, através da ênfase nos resultados2.
04Por conseguinte, o pacote legislativo para a política de coesão do período de programação de 2014-2020 introduziu alterações significativas com vista a aumentar a ênfase no desempenho3. As principais medidas são as seguintes:
- introdução de condicionalidades ex ante (CEA)4, que exigem que um Estado-Membro cumpra determinadas condições para a utilização efetiva dos FEEI (por exemplo, a existência de quadros políticos/estratégicos) até ao final de 2016. Uma delas, a condicionalidade ex ante geral nº 75, exige «um sistema de indicadores de resultados necessário para selecionar as ações que contribuem mais eficazmente para os resultados desejados, monitorizar os progressos da operação»;
- introdução de uma reserva de desempenho, colocando de parte uma parcela do financiamento da UE afetado aos PO, a ser libertada apenas se um subconjunto de indicadores (sobretudo indicadores de despesas/realizações) alcançar metas predefinidas. A libertação desta reserva em 2019 assentará numa análise do desempenho a realizar em 20196;
- uma lógica de intervenção reforçada durante o exercício de programação7, que exija aos Estados-Membros que avaliem as suas necessidades e se comprometam com um conjunto de resultados antes de considerarem onde e como gastar os fundos da política de coesão;
- uma utilização mais coerente dos indicadores de desempenho para medir os progressos na obtenção de resultados8.
A importância da seleção e acompanhamento dos projetos para concretizar o desempenho
05Em 2017, o Tribunal concluiu9 que a Comissão e os Estados-Membros tinham sido bem-sucedidos no desenvolvimento de PO com uma lógica de intervenção sólida, o que significa que os PO estabeleceram de modo coerente os objetivos das intervenções (objetivos específicos/resultados) e a forma como estes serão alcançados (financiamento necessário, ações a empreender e realizações esperadas).
06No entanto, para lograr a eficácia política, não basta definir objetivos claros e ter em conta os resultados durante o exercício de programação. É fundamental aplicar uma abordagem orientada para os resultados durante a fase de execução do PO, uma vez que são sobretudo a qualidade dos projetos financiados e o seu valor acrescentado em termos de resultados tangíveis que irão determinar a eficácia de uma política. A seleção dos projetos, o seu acompanhamento e apresentação de relatórios são, portanto, essenciais para concretizar o desempenho. A figura 1 apresenta uma síntese do ciclo de execução de um PO e os organismos em causa. Os processos pertinentes para a presente auditoria estão realçados a amarelo.
Figura 1
Síntese do ciclo de execução de um PO
Fonte: TCE.
Principais participantes e a sua função na seleção e acompanhamento dos projetos
07Os projetos são selecionados pelas autoridades nacionais e regionais responsáveis pela gestão dos PO. Estas autoridades de gestão (AG), ou os organismos intermediários (OI) a quem delegam poderes, estabelecem critérios de seleção, organizam comités de seleção e decidem quais os projetos que receberão financiamento europeu. A Comissão não participa na seleção dos projetos, ao contrário do papel crucial que desempenha na negociação dos PO. Ao invés, participa, mediante o seu papel consultivo, nos comités de acompanhamento dos PO10, onde são aprovados os critérios e a metodologia utilizados para a seleção dos projetos. Também fornece orientações, com base em boas práticas e na partilha de experiências com os Estados-Membros.
08A responsabilidade pelo acompanhamento dos projetos cabe aos Estados-Membros. As AG acompanham a execução dos PO e dos projetos, agregam as informações resultantes desse acompanhamento e apresentam relatórios anuais de execução (RAE) à Comissão. O comité de acompanhamento revê igualmente a execução dos PO e aprova os RAE. Também aqui o papel da Comissão se limita à emissão de orientações, análise do desempenho dos PO em conjunto com as AG e formulação de observações sobre os RAE.
09Na sua função de comunicação de informações, no entanto, a Comissão apresenta a sua síntese anual dos RAE e dos relatórios estratégicos (em 2017 e 2019) dos Estados-Membros à autoridade de quitação (o Parlamento Europeu), ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões11.
Âmbito e método da auditoria
10A presente auditoria pretende determinar se a seleção e os sistemas de acompanhamento dos projetos do FEDER e do FSE no período de programação de 2014-2020 foram orientados para os resultados. Dado o grau de adiantamento da execução dos PO e tendo por base auditorias já realizadas, a presente auditoria permitiu ao Tribunal acompanhar, pela primeira vez, a «abordagem orientada para os resultados» ao longo de toda a fase de execução, à medida que são disponibilizados os primeiros resultados. É também de elevada importância a análise do desempenho planeada para 2019.
11Na primeira parte, o Tribunal relata a sua análise dos procedimentos de seleção aplicados para os PO auditados. É avaliada a conceção desses procedimentos, especialmente a determinação dos critérios de seleção e a sua orientação para os resultados, bem como a fase de avaliação das candidaturas. Na segunda parte, são examinados os sistemas de gestão e de controlo existentes e o acompanhamento efetuado até à data pelas AG/OI dos PO visitados para medir o desempenho operacional a nível dos diferentes programas e a nível nacional. O Tribunal analisa a fiabilidade dos dados, a sua disponibilidade e a sua capacidade de fornecerem informações pertinentes para a gestão e a apresentação de relatórios à Comissão.
12No total, o Tribunal examinou 34 projetos (ver lista de projetos no anexo I). Foi colocada ênfase no FEDER e no FSE e, mais especificamente, em três objetivos temáticos (OT)12 (ver uma descrição dos 11 objetivos temáticos no anexo II):
- OT3, reforçar a competitividade das PME (16 projetos),
- OT8, promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade dos trabalhadores (12 projetos),
- OT9, promover a inclusão social e combater a pobreza e a discriminação (6 projetos).
O Tribunal observou projetos selecionados diretamente pela AG (ou organismo intermédio) através de 20 procedimentos de seleção (ver a lista no anexo III) no âmbito de sete PO de quatro Estados-Membros: República Checa, França, Itália e Finlândia (ver a lista no anexo IV). Estes PO e os Estados-Membros foram selecionados de acordo com a importância do financiamento atribuído e a fase de execução dos projetos. Os projetos foram selecionados com base no montante da subvenção recebida e do seu grau de adiantamento à data da auditoria. O eixo prioritário, as prioridades de investimento e os objetivos específicos correspondentes aos projetos selecionados encontram-se enunciados no anexo V. Os respetivos indicadores de realizações e de resultados constam do anexo VI, no caso do FEDER, e do anexo VII, no caso do FSE.
14O Tribunal analisou as ações empreendidas pela Comissão relativamente à seleção e ao acompanhamento de projetos dos PO para o FSE e o FEDER em geral.
Observações
A seleção dos projetos não coloca ênfase suficiente nos resultados
15Os processos de seleção criados pelas autoridades de gestão devem atribuir prioridade à seleção dos projetos mais pertinentes para os objetivos prosseguidos e que têm a maior probabilidade de obter resultados, bem como de assegurar que o financiamento disponível é gasto em consonância com as regras. O Tribunal verificou em que medida os resultados foram refletidos na conceção dos procedimentos de seleção (por exemplo, os critérios de seleção utilizados para avaliar as candidaturas, o método utilizado para avaliar os projetos e a documentação disponibilizada a potenciais candidatos), assim como na execução dos procedimentos de seleção e, por conseguinte, nos projetos selecionados.
16Trabalhos de auditoria anteriores do TCE13 mostraram que a Comissão e os Estados-Membros tinham conseguido elaborar PO com uma lógica de intervenção mais sólida, ou seja, com uma ligação clara entre as necessidades de desenvolvimento, os objetivos específicos e os indicadores de resultados. Esta lógica de intervenção deve estar refletida nos procedimentos de seleção dos projetos. O Tribunal entende que as AG devem ter em conta vários critérios-chave na conceção dos procedimentos para assegurar a orientação para os resultados:
- os critérios de seleção aplicados devem garantir que os projetos estão em consonância com os objetivos dos PO;
- os critérios de seleção devem promover a seleção de projetos que tenham quantificado não só os indicadores de realizações, mas também os indicadores de resultados para medir as concretizações dos projetos;
- os beneficiários devem ser encorajados a apresentar candidaturas para assegurar que existe um elevado número de projetos para seleção;
- por fim, a seleção dos projetos deve assentar numa comparação direta das candidaturas para identificar e dar prioridade aos projetos mais adequados para financiamento.
A medida em que as AG aplicaram estas variáveis durante o tratamento das candidaturas recebidas e o modo como influenciaram a seleção de projetos orientados para os resultados é descrita nos próximos pontos (ver pontos 18 a 38).
Os procedimentos de seleção promovem a seleção de projetos pertinentes para os objetivos dos PO
18Foram introduzidas duas medidas no quadro legislativo relativo ao período de programação de 2014-2020 concebidas para suscitar uma seleção dos projetos pertinentes para os objetivos dos PO:
- os PO devem estabelecer, para cada eixo prioritário, «princípios orientadores» para a seleção de projetos14;
- as AG devem definir procedimentos e critérios de seleção «que garantam o contributo das operações para a realização dos objetivos e resultados específicos dos eixos prioritários relevantes»15.
Para além destas medidas, foram ainda introduzidos os seguintes requisitos para o período de 2014-2020 a fim de suscitar uma seleção de projetos mais orientados para os resultados:
- a condicionalidade ex ante geral nº 7 (ver também ponto 4), exige «um sistema de indicadores de resultados necessário para selecionar as ações que contribuem mais eficazmente para os resultados desejados»;
- as AG devem definir procedimentos e critérios de seleção «que garantam o contributo das operações para a realização dos […] resultados […] dos eixos prioritários relevantes»16.
Os «princípios orientadores» funcionam como diretrizes para a seleção dos projetos, pormenorizando os principais critérios de seleção a utilizar. Em conjunto com a descrição dos projetos a serem objeto de financiamento, fornecendo exemplos deste tipo de projetos e beneficiários, estes princípios orientadores dão uma boa visão do tipo de projetos a serem financiados no âmbito de cada objetivo específico. Estes princípios são utilizados como base para preparar os critérios de seleção e podem ser mencionados diretamente nos critérios de seleção.
21O Tribunal constatou que, em alguns casos, os princípios eram de natureza geral. Todavia, todos referiam a necessidade de os projetos selecionados estarem em consonância com os objetivos específicos do PO, tal como descrito no âmbito de cada eixo prioritário. Nos procedimentos de seleção examinados pelo Tribunal, os critérios de seleção eram coerentes com os princípios orientadores. Cada procedimento compreendia pelo menos um critério acerca da relevância dos projetos e do seu contributo para o objetivo específico.
22Globalmente, as candidaturas selecionadas que o Tribunal analisou foram avaliadas de acordo com os critérios definidos no procedimento de seleção. Verificou-se que os 34 projetos analisados na presente auditoria eram pertinentes para os objetivos específicos dos PO.
A avaliação das candidaturas dos projetos não coloca ênfase suficiente nos resultados e raramente inclui resultados quantificados
23O Tribunal analisou de que forma as AG procederam à seleção dos projetos na prática, em particular a existência na proposta de projeto de resultados esperados e objetivos claros, acompanhados de indicadores de realizações e de resultados claramente definidos e quantificados (em conexão com os objetivos específicos). O Tribunal também analisou se as AG avaliaram a capacidade de cada candidato alcançar os resultados esperados.
24O Tribunal constatou que 18 dos 20 procedimentos de seleção analisados incluíram critérios a exigir aos beneficiários que descrevessem os resultados esperados do projeto (ver anexo VIII). No entanto, apenas quatro de 20 procedimentos incluíram critérios a exigir a quantificação dos indicadores de resultados a nível dos projetos (procedimentos de seleção 17, 18, 19 e 20). Além disso, em três casos, estes indicadores de resultados não correspondem diretamente aos definidos a nível dos PO (ver um exemplo na caixa 1).
Caixa 1
Exemplo de indicadores de resultados a nível dos projetos diferentes dos indicadores de resultados a nível do PO: projeto nº 32, selecionado através do procedimento de seleção nº 17
| Indicadores de resultados a nível do projeto (Ver anexo I, projeto nº 32) |
|
| Indicadores de resultados a nível do PO (Ver também anexo VI, eixo prioritário 1, objetivo específico 3d) |
|
O exame realizado pelo Tribunal relativamente às 34 candidaturas de projetos selecionados confirma estas conclusões. Todas as candidaturas forneceram informações quantificadas no que respeita aos indicadores de realizações que correspondiam aos previstos a nível do PO ou estes dados podiam ser obtidos diretamente no sistema informático (por exemplo, no caso de indicadores como o número de empresas que beneficiaram de apoio). No entanto, apenas 14 candidaturas forneceram informações quantitativas sobre os indicadores de resultados esperados. Em seis delas, esses indicadores não correspondiam diretamente aos indicadores do PO. As restantes candidaturas forneceram sobretudo uma descrição narrativa (ver figura 2 e ver anexo VIII).
Figura 2
Informações fornecidas nas candidaturas relativamente a realizações e resultados esperados
No que respeita à avaliação das candidaturas, verificou-se que as AG avaliaram a exequibilidade geral e a probabilidade de êxito dos projetos. Contudo, embora tenham avaliado a possibilidade de concretização dos resultados esperados em todos os 18 projetos do FEDER, só o fizeram em dois dos 16 projetos do FSE que o Tribunal analisou. O Tribunal constatou ainda que a avaliação dessa possibilidade estava redigida em termos vagos nos relatórios de avaliação, exceto em sete casos17, que incluíam uma descrição mais pormenorizada sobre a pertinência dos indicadores e a probabilidade de se alcançar as metas.
27Em termos de classificação das candidaturas, o Tribunal constatou que a apresentação dos resultados esperados fazia parte do processo de classificação em apenas 11 casos, o que indica que, desde que os projetos considerados estivessem em consonância com o tipo de ações definido no procedimento de seleção, as AG presumiram que contribuiria para os objetivos do PO. Todavia, não deram ênfase à amplitude deste contributo.
Beneficiários foram encorajados a candidatar-se a financiamento
28Para garantir a absorção atempada ao longo do período de programação e ao mesmo tempo garantir a ênfase nos resultados, deve haver um número suficiente de candidatos capazes de apresentar boas candidaturas. A promoção de um convite à apresentação de propostas e a respetiva orientação aos potenciais candidatos pelas AG é uma variável importante na determinação da eficácia geral dos procedimentos de seleção. Uma população de candidatos mais alargada é suscetível de garantir a seleção de projetos melhores.
29As medidas destinadas a promover os convites à apresentação de propostas para candidatos potenciais foram preparadas pelas AG com base nos requisitos pormenorizados definidos no regulamento da UE. Essas medidas foram apresentadas aos comités de acompanhamento para aprovação no âmbito da estratégia de comunicação dos PO, tal como exigido pelo regulamento18.
30O Tribunal constatou que as AG incentivaram os beneficiários a participarem nos processos de seleção. Em primeiro lugar, utilizaram várias fontes para promover o convite à apresentação de propostas junto de potenciais candidatos, recorrendo por exemplo, a câmaras do comércio, associações empresariais locais e ferramentas online. As AG também contaram com parceiros para divulgar a informação sobre os futuros convites à apresentação de propostas dentro das suas redes, com base nos conhecimentos adquiridos nos comités de acompanhamento.
31Além disso, as orientações sobre o financiamento fornecidas pelas AG aos candidatos eram públicas e, à exceção de uma AG à data da auditoria, estabeleciam condições claras para a obtenção do apoio, forneciam informações pormenorizadas sobre o processo de candidatura e os mecanismos de financiamento e referiam explicitamente os critérios de seleção a aplicar.
Os procedimentos de seleção normalmente não envolviam qualquer comparação entre candidaturas de projetos, o que acarreta o risco de não serem selecionados os melhores projetos
32Quando do seu exame dos procedimentos, o Tribunal verificou se os projetos apresentados para financiamento foram analisados comparativamente entre si. Trata-se de outra medida importante para garantir que são selecionados os projetos mais orientados para os resultados.
33No quadro da gestão partilhada, os procedimentos de seleção foram definidos pelas AG e aprovados pelos comités de acompanhamento, com base nos requisitos constantes dos regulamentos da UE19 e das orientações da Comissão20. No entanto, nem a regulamentação relativa aos FEEI nem as orientações da Comissão especificam o tipo de procedimento de seleção a utilizar, ficando essa escolha à discrição das AG.
34Dos 20 procedimentos que o Tribunal analisou, 10 são convites à apresentação de propostas temporários, seis são convites à apresentação de propostas permanentes, três são procedimentos por adjudicação direta e outro um convite à apresentação de propostas repetido (ver pormenores também no anexo III). Verificou-se que, à exceção de um (IT, PO Piemonte, nº 13), em nenhum outro procedimento de seleção se tinha procedido a uma comparação entre candidaturas de projetos. Consequentemente, o financiamento pode não ter sido concedido aos melhores projetos. Este fator é atenuado em parte nalguns projetos dos PO visitados, em que foi realizada uma pré-seleção informal (PO francês e finlandês) ou formal (Itália – Apúlia), permitindo que as AG limitassem a apresentação de candidaturas aos projetos mais adequados. O Tribunal constatou o seguinte:
- quinze dos vinte procedimentos basearam-se na ordem de entrada das candidaturas, sendo estas selecionadas desde que cumprissem os critérios e existisse financiamento suficiente. Destes, 13 aplicaram uma pré-seleção formal ou informal. Verificou-se que alguns projetos tinham de atingir uma classificação mínima para serem selecionados (ver procedimentos de seleção nºs 4 e 5 do OPEIC checo e nºs 16, 17, 18, 19 e 20 do PO finlandês);
- nos três procedimentos por adjudicação direta, não existiu, por definição, concorrência (ver procedimentos de seleção nºs 1, 3 e 12);
- num caso (IT, PO Piemonte, procedimento de seleção nº 8)21, o financiamento foi atribuído a projetos já selecionados no período de programação de 2007-2013, simplesmente prolongando a sua duração. Dessa forma, o OI pôde evitar interrupções na prestação de formação a jovens e começar a absorver o financiamento. No entanto, impediu também a participação eventual de novos candidatos.
Os dados de acompanhamento estão essencialmente orientados para as realizações e a sua qualidade está em risco
35O Tribunal verificou que os sistemas de acompanhamento permitiram a recolha sistemática de dados sobre indicadores específicos, o que possibilitou a medição dos progressos alcançados a nível dos projetos, dos programas e da UE. Analisou ainda se este facto foi comunicado de modo a permitir que fosse demonstrado o êxito dos projetos financiados e, consequentemente, a eficácia e eficiência da utilização do orçamento da UE.
36Na secção seguinte apresenta-se a avaliação do Tribunal relativa às condições necessárias para permitir o acompanhamento e a elaboração de relatórios sobre a concretização dos objetivos. Em primeiro lugar, o Tribunal verificou se as AG estabeleceram sistemas de acompanhamento funcionais antes do início da execução dos fundos. Em seguida, analisou se as informações sobre o desempenho comunicadas pelos beneficiários eram fiáveis, completas e oportunas. Examinou igualmente o papel das AG e da Comissão.
37Por fim, procurou determinar se os sistemas existentes produziram informações sobre o desempenho orientadas para os resultados, nomeadamente se geraram dados agregados significativos, dado ser este um elemento fundamental para permitir a elaboração de relatórios sobre a eficácia da utilização dos fundos a nível dos Estados-Membros e da UE, com base num acompanhamento e numa comunicação de informações anuais.
A garantia quanto à qualidade dos dados de acompanhamento pode não ser fornecida a tempo da análise do desempenho de 2019
38O acompanhamento dos progressos realizados por um PO para cumprir os seus objetivos é efetuado com base nos dados recolhidos de várias fontes. Estes dados são agregados a nível do PO e do Estado-Membro, formando a base dos relatórios enviados ao comité de acompanhamento do PO e à Comissão. A fim de apresentar um panorama adequado da situação a nível do PO ou do Estado-Membro, é essencial que os dados recolhidos sejam fiáveis, completos e oportunos. Para isso, as AG têm de estabelecer um sistema de acompanhamento que inclua a recolha dos dados e controlos das suas fontes. Com vista a obter uma garantia sobre a qualidade dos dados, a Comissão baseia-se nos trabalhos de auditoria realizados pelas autoridades de auditoria a nível dos Estados-Membros, bem como os seus próprios trabalhos de auditoria.
39No contexto específico da análise do desempenho, é também importante que os dados, bem como os sistemas utilizados para os gerar, sejam auditados o mais cedo possível, de molde a permitir que as autoridades dos Estados-Membros abordem quaisquer insuficiências detetadas no que se refere à qualidade dos dados, bem antes do final de junho de 2019. É nessa data que os relatórios anuais de execução relativos a 2018 (RAE), nos quais se baseia a análise do desempenho e a afetação da reserva de desempenho, serão enviados à Comissão.
São vastas as regras da UE que dispõem o modo como os Estados-Membros devem estabelecer os seus sistemas de acompanhamento para o período de 2014-2020
40Com vista a conseguir a recolha sistemática e o acompanhamento dos dados produzidos a nível dos PO, o quadro regulamentar para o período de programação de 2024-2020 introduziu várias alterações nessa matéria:
- as AG devem criar um sistema de gestão e de controlo (SGC) que preveja sistemas adequados para a apresentação de relatórios e o acompanhamento22;
- as AG são responsáveis por estabelecer um sistema informático para registar todos os dados relativos aos indicadores dos PO23 para efeitos de acompanhamento e elaboração de relatórios;
- no âmbito da condicionalidade ex ante geral nº 7, as AG devem instituir «um sistema de indicadores de resultados necessário para selecionar as ações que contribuem mais eficazmente para os resultados desejados, monitorizar os progressos da operação»24. Os PO tinham de demonstrar que cumpriam todas as condicionalidades ex ante (CEA) até 31 de dezembro de 201625 (ver ponto 4);
- até 31 de dezembro de 201526, os Estados-Membros tinham de assegurar que todas as trocas de informações entre os beneficiários e as autoridades de gestão, as autoridades de certificação, as autoridades de auditoria e os organismos intermédios podiam ser efetuadas por sistemas eletrónicos de intercâmbio de dados27.
A Comissão estabeleceu ainda orientações específicas28, para os seus funcionários e as autoridades nacionais competentes, relativamente a uma metodologia comum para avaliar os sistemas de gestão e de controlo nos Estados-Membros, nomeadamente a existência de sistemas adequados para o acompanhamento e a elaboração de relatórios.
As informações sobre o desempenho nem sempre são fiáveis, completas e oportunas, o que tem impacto nos relatórios de execução dos Estados-Membros
Dados comunicados pelos beneficiários
42Para o FEDER, em muitos casos, os dados relativos aos indicadores de resultados são recolhidos junto dos serviços nacionais de estatística (ver exemplos no anexo VI). Os restantes provêm dos beneficiários. Para o FSE, a maioria dos dados comunicados assentam nas informações recolhidas juntos dos beneficiários (ver anexo VII). As autoridades de gestão verificam que as informações assim recolhidas estão corretas no momento da conclusão do projeto, quando é recebido o relatório final. Durante a execução do projeto, também podem ser realizados controlos no local por amostragem.
43São efetuados vários controlos da plausibilidade e da coerência de forma automática pelos sistemas existentes relativamente aos dados fornecidos pelos beneficiários, especialmente para o FSE. As AG também dispõem de ferramentas para verificar a exaustividade dos dados fornecidos sobre os participantes, que lhes permitem relembrar aos beneficiários que apresentaram dados incompletos que devem fornecer mais informações.
44A presente auditoria revelou problemas relativamente à qualidade dos dados recolhidos. O Tribunal identificou um problema geral relativo à exaustividade e correção dos dados relativos aos participantes em ações cofinanciadas pelo FSE. Este dado é classificado como sensível na legislação nacional29, portanto cabe aos participantes decidir se o declaram ou não. É igualmente difícil para os Estados-Membros e a Comissão verificarem a sua exatidão. Outra insuficiência relativa à recolha dos dados é apresentada na caixa 2.
Caixa 2
Exemplo
Questões relacionadas com a atualidade dos dados
No caso do PO nacional francês para o FSE, grandes beneficiários apresentaram os seus dados tardiamente para o período de 2014-2015. As correções foram introduzidas em 2016 e conduziram a diferenças significativas entre os valores comunicados no RAE de 2015 e os indicados no RAE de 2016 para o ano 2015.
Na sua auditoria à fiabilidade dos dados sobre o desempenho (2014-2020), a Comissão assinalou outras questões relativas à fiabilidade dos dados, nomeadamente:
- falta de recolha de dados, que levou a que não fossem registadas certas realizações e, por isso, a que não fossem tidas em conta para determinar o adiantamento de um PO, conduzindo a uma compreensão incorreta da situação;
- uma interpretação incorreta da definição de certos indicadores comuns pelas AG (por exemplo, o indicador de realizações comum nº 26 «empresas que cooperam com instituições de investigação»), o que resultou numa sobreavaliação do número de empresas consideradas neste indicador;
- dupla contagem/ausência de limitação do indicador «população servida» ao número de residentes locais, o que resultou em valores inconsistentes.
Disponibilidade e fiabilidade das informações sobre o desempenho
46A existência de sistemas de acompanhamento funcionais no momento em que as AG começam a executar os programas é um elemento fundamental para assegurar que os dados sobre o desempenho são gerados a tempo e, portanto, que é possível realizar o acompanhamento.
47A aprovação tardia, em dezembro de 2013, do quadro legislativo para o período de 2014-2020 a nível da UE atrasou o desenvolvimento dos sistemas informáticos utilizados para o acompanhamento. Para os indicadores do FSE, a complexidade acrescida associada à sensibilidade dos dados e à definição de indicadores exigiram debates adicionais que se prolongaram durante uma boa parte de 2014. Por isso, a finalização dos sistemas informáticos ficou ainda mais atrasada. Em dois casos, outros fatores conduziram a atrasos: a reorganização das regiões em França (PO Lorraine et Vosges) e a conceção de um novo sistema informático único para todos os FEEI no período de 2014-2020 na República Checa.
48Este atraso refletiu-se no nível de execução da CEA 7 sobre a existência de um sistema de indicadores de resultados. No final de 2016, prazo para conclusão dos planos de ação, 50 planos continuavam incompletos, ou seja, aproximadamente 11% de todos os PO ainda não preenchiam este requisito. No entanto, no final de fevereiro de 2018, todos os planos de ação relacionados com a CEA 7 estavam concluídos.
49No primeiro semestre de 2017, quarto ano após o início do período de programação, o Tribunal constatou que alguns sistemas informáticos ainda não estavam totalmente funcionais, o que acarreta riscos para a exaustividade e rigor dos dados recolhidos (ver exemplo na caixa 3). Na sua auditoria à fiabilidade dos dados sobre o desempenho (2014-2020)30, a Comissão chamou a atenção para a ausência de sistemas eletrónicos de intercâmbio de dados com os beneficiários, levando a que as AG tivessem de introduzir manualmente no sistema os dados relativos aos indicadores, o que constitui uma fonte potencial de erros de escrita.
Caixa 3
Exemplo de sistemas informáticos ainda não totalmente funcionais e riscos conexos
República Checa – OPE
- Problemas relacionados com a transferência de dados entre o centro de emprego e o PO. Os dados apenas começaram a ser comunicados eletronicamente para o PO a partir de 31.3.2017. Até essa data, eram partilhados através de ficheiros Microsoft Excel. Este procedimento põe em risco a transferência de dados entre sistemas, especialmente dada a grande quantidade de dados em causa.
- O RAE de 2016 foi o primeiro RAE a conter dados pertinentes.
A AG descobriu incoerências nos dados comunicados pelo sistema para os RAE, o que obrigou a recalculá-los e a preenchê-los manualmente nos RAE.
Itália – PO Apúlia
As ferramentas utilizadas para o intercâmbio eletrónico de dados eletrónico com os beneficiários não funcionavam devidamente à data da auditoria31 e o sistema de recolha e armazenamento de dados estava vazio. Os dados foram simplesmente guardados nos computadores dos funcionários. Consequentemente, a agregação dos dados com vista a elaborar o RAE de 2016 (a apresentar à Comissão até 30 de junho de 2017) foi feita manualmente em ficheiros separados.
Relatórios de execução apresentados pelos Estados-Membros
50As AG devem apresentar à Comissão um relatório anual de execução (RAE) por cada PO, o qual é aprovado pelo comité de acompanhamento. Este relatório contém informações essenciais sobre a execução do PO, sobretudo informações quantitativas e qualitativas relativamente aos indicadores comuns e aos indicadores específicos dos programas32. Os RAE de 2016, apresentados em junho de 2017, foram os primeiros enviados à Comissão sobre os «progressos alcançados na realização dos objetivos do programa»33. A Comissão realiza uma avaliação de qualidade dos RAE (analisando, por exemplo, a coerência entre o número de participantes e a população das áreas abrangidas).
51No final de 2017, 26 RAE ainda não tinham sido aceites pela Comissão devido à falta de dados sobre os indicadores utilizados no quadro de desempenho, a incoerências entre os dados comunicados e as informações sobre a execução dos PO ou à ausência de explicação de alguns dos dados transmitidos. Cerca de 40% dos PO no âmbito do FEDER não comunicaram quaisquer valores sobre os indicadores do quadro de desempenho em 2017, em relação aos quais não existia qualquer análise da Comissão à data da auditoria.
52As insuficiências detetadas nos RAE colocam em questão a fiabilidade das informações fornecidas, bem como o nível de adiantamento alcançado até à data, tal como apresentados nos documentos elaborados pela Comissão com base nos RAE34: o relatório de síntese anual apresentado ao Parlamento, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões e, só em 2017 e 2019, o relatório de progresso estratégico, que sintetiza os progressos realizados.
As auditorias aos sistemas de gestão e de controlo e à fiabilidade dos dados recolhidos começaram tarde, limitando o grau de garantia relativo aos sistemas de acompanhamento e reduzindo o tempo disponível para colmatar as insuficiências detetadas
53São necessários mecanismos adequados de verificação e correção das informações sobre o desempenho a fim de assegurar a sua qualidade e, assim, a sua utilização no contexto do acompanhamento e da elaboração de relatórios. As boas práticas exigem auditorias aos sistemas que geram os dados – e as correspondentes medidas corretivas – sejam realizadas e finalizadas antes da inclusão dos dados nos RAE e nos relatórios estratégicos.
54Ao abrigo do quadro legislativo, as autoridades de auditoria dos Estados-Membros e a Comissão35 auditam o funcionamento dos sistemas de acompanhamento. Estas auditorias devem, em particular, assegurar a existência de sistemas fiáveis para a recolha, registo e armazenamento dos dados sobre o desempenho e avaliar se estes dados são fiáveis.
Avaliação das autoridades de auditoria relativa ao funcionamento dos sistemas de gestão e de controlo
55Foi realizada uma avaliação dos sistemas existentes a nível das AG durante as fases preliminares da execução dos PO, que se inseriu no procedimento de designação36. No âmbito deste procedimento, um organismo de auditoria independente (frequentemente a AA) tinha de elaborar um relatório e um parecer sobre o cumprimento, pelas AG, dos critérios relativos ao ambiente de controlo interno, à gestão de riscos, às atividades de gestão e controlo e à monitorização37. A designação tem de ocorrer antes da apresentação do primeiro pedido de pagamento intercalar para os PO, o que significa que, sem esta designação, os PO não podem ser reembolsados. Nesta fase, a auditoria abrange a existência de sistemas e procedimentos, mas não a boa execução, que é verificada no contexto das auditorias dos sistemas, realizadas pelas autoridades de auditoria aos sistemas de gestão e de controlo.
56Os atrasos registados na aprovação dos PO e na finalização dos sistemas informáticos (ver ponto 47) repercutiram-se no processo de designação. Este processo foi também afetado por fatores nacionais, nomeadamente a reorganização das regiões em França em 2015 e a complexidade das estruturas de gestão (por exemplo, o PO FSE francês tem 13 autoridades de gestão delegadas e 120 organismos intermediários). Relativamente aos PO analisados na presente auditoria, as AG foram designadas entre setembro de 2016 e fevereiro de 2018, mais de dois ou quatro anos após o início do período de programação, respetivamente (ver anexo IV).
57Devido à execução tardia dos PO e à consequente quantidade limitada de dados recolhidos, as auditorias dos sistemas só começaram à data da presente auditoria, ou seja, durante o primeiro semestre de 2017. Deste modo, quaisquer problemas relativos à qualidade dos dados não se tornaram percetíveis até ao segundo semestre de 2017, isto é, quase quatro anos após o início do período de programação de sete anos e um ano e meio antes do envio à Comissão dos RAE de 2018, que constituem a base para a atribuição da reserva de desempenho.
As auditorias da Comissão
58Além de se basear nos trabalhos de auditoria e nos sistemas existentes nos Estados-Membros, a Comissão também realiza as suas próprias auditorias. São de dois tipos: «auditorias dos sistemas de prevenção precoce», destinadas a obter uma garantia razoável numa fase precoce da execução quanto ao bom funcionamento dos sistemas de gestão e de controlo, e «auditorias da fiabilidade dos dados sobre o desempenho». Porém, tendo em conta os atrasos já mencionados e a consequente finalização tardia dos sistemas de acompanhamento, assim como a comunicação mínima de dados pertinentes, estas auditorias foram efetuadas mais tarde do que o planeado. Especialmente para o FEDER, as auditorias apenas puderam ter início após a receção dos RAE de 2016. No total, até ao final de 2017, a Comissão conseguiu realizar 23 auditorias em 12 Estados-Membros: 12 auditorias da fiabilidade dos dados sobre o desempenho e 11 auditorias dos sistemas de prevenção precoce.
59Na maioria destas auditorias, a elaboração de relatórios estava em curso no início de 2018. Segundo a Comissão, os resultados preliminares relativos aos sistemas auditados eram bastante positivos, embora tenham sido salientadas algumas insuficiências. Simultaneamente, contudo, para cerca de 40% dos PO do FEDER não foram comunicados quaisquer valores para os indicadores do seu quadro de desempenho38 nos RAE de 2016 apresentados em 2017. Nestes PO, à data de fevereiro de 2018 a Comissão não tinha realizado auditorias com vista a determinar se a ausência de comunicação de informações foi devida a atrasos na execução ou à falta de um sistema de comunicação de dados funcional.
60A realização tardia das auditorias dos sistemas significa que a visão geral do estado dos sistemas de acompanhamento não está concluída. As insuficiências serão muito provavelmente detetadas tardiamente e poderá não haver tempo suficiente para aplicar os ajustamentos necessários. Esta situação compromete a execução da análise do desempenho em 2019, que assentará nos dados comunicados pelos Estados-Membros nos RAE de 2018 até 30 de junho de 2019.
A análise do desempenho pode não estar baseada em metas intermédias realistas
61Nos PO que o Tribunal visitou, tendo por base os RAE de 2015 ou as informações de acompanhamento disponíveis à data da auditoria, constatou-se que já existiam casos em que os PO alcançaram os objetivos fixados para 2023, assim como riscos de desempenho insuficiente. Nos PO visitados, não foram apresentados pedidos de alterações a fim de ajustar as metas a valores mais realistas. Apenas um (República Checa, OPEIC) tinha solicitado, e obtido, alterações relativas principalmente à modificação das afetações dentro dos eixos prioritários. Por outro lado, à data de fevereiro de 2018, segundo a Comissão, dos 17 480 indicadores utilizados nos 430 PO existentes, o valor do objetivo correspondente para 2023 tinha sido aumentado em 1 445 casos e diminuído em 941 casos.
62Isto indica que algumas metas intermédias39 do quadro de desempenho já não são realistas. Caso seja necessário rever as metas intermédias, será necessário proceder a alterações ao PO, o que apenas pode ser feito por iniciativa dos Estados-Membros40. Tendo em conta a duração do procedimento de alteração (fixado no regulamento em três meses), há o risco de que os valores alcançados no final de 2018 pelos indicadores do quadro de desempenho não sejam comparados com metas intermédias realistas.
As informações geradas a partir dos dados recolhidos ainda são sobretudo orientadas para as realizações
63As informações sobre o desempenho são recolhidas para que os Estados-Membros e a Comissão as possam utilizar nos seus relatórios e prestarem contas pelo que foi realizado com o financiamento.
64Os indicadores de resultados e as metas previstas nos acordos de subvenção celebrados entre os beneficiários e as AG são essenciais para medir os resultados obtidos. Contudo, várias questões importantes na criação dos sistemas de monitorização estão a afetar a medição e o acompanhamento do contributo dos projetos para a concretização dos objetivos dos PO.
Uma estrutura que assenta sobretudo nos indicadores de realizações, especialmente nos primeiros anos de execução do FEDER, e uma falta de indicadores de resultados quantificados definidos a nível do projeto
65A atual estrutura permite uma recolha de dados mais sistemática para alguns indicadores bem definidos, embora o número de indicadores seja bastante elevado. A existência de indicadores comuns também possibilita a agregação destes dados aos níveis do PO, do Estado-Membro e da UE. No entanto, na estrutura do quadro lógico para o FEDER, muitos indicadores de resultados a nível dos PO não estão diretamente relacionados com as intervenções financiadas. Estes indicadores são frequentemente indicadores nacionais que têm em conta a influência de fatores externos e as suas fontes são essencialmente os serviços nacionais de estatística (ver exemplos na caixa 4 e também o anexo VI). Estes indicadores de resultados não isolam o impacto atribuível às intervenções do FEDER e, por conseguinte, não se pode considerar que apresentam os resultados imediatos dos PO.
Caixa 4
Exemplos de indicadores de resultados cujos dados são recolhidos a partir de estatísticas publicadas e não de projetos financiados
França, PO Grand Est:
|
Fonte: Banque de France. |
República Checa, OPEIC:
|
Fonte: Ministério da Indústria e do Comércio. |
Finlândia, PO Emprego e crescimento sustentáveis:
|
Fonte: Serviço nacional de estatística da Finlândia. |
Para atenuar o facto de os resultados produzidos pelos projetos do FEDER muitas vezes se materializarem (bem) depois da conclusão dos projetos, num momento em que não há acompanhamento enquanto tal, as AG devem realizar avaliações ao nível do eixo prioritário41. Pelo menos uma vez durante o período de programação, estas avaliações analisam de que forma os FEEI contribuíram para os objetivos de cada prioridade. Todavia, tendo em conta o início tardio da execução, o número de avaliações já realizado ainda é diminuto. Consequentemente, por agora, o progresso dos PO é essencialmente medido através dos indicadores de realizações.
67A nível dos projetos, o Tribunal verificou que os indicadores de resultados não eram sistematicamente mencionados nos acordos de subvenção (ver ponto 25). Apenas seis42 dos 18 projetos no âmbito do FEDER, analisados na presente auditoria continham indicadores de resultados nas candidaturas e, por conseguinte, no acordo de subvenção. No entanto, estes indicadores de resultados não eram iguais aos utilizados a nível dos PO. Assim sendo, não podem ser usados nos relatórios nem para medir os progressos alcançados na realização dos objetivos dos PO. Em quatro outros casos43, os indicadores de resultados não foram quantificados (ou seja, não foi indicada qualquer meta), o que impediu uma avaliação do seu contributo para os objetivos do PO e limitou às realizações a medição do que o projeto tinha conseguido alcançar.
68Para os projetos no âmbito do FSE, foram mencionados indicadores de resultados em sete dos 16 projetos. Quanto aos restantes, os resultados descritos não estavam relacionados com os indicadores do PO ou não foram quantificados. Em qualquer projeto, é impossível nessas condições comparar o valor alcançado com a meta prevista. No entanto, no caso do FSE, ainda que os resultados e os indicadores de resultados não estejam definidos a nível do projeto ou quantificados, os valores dos indicadores comuns de resultados são sempre medidos, uma vez que os beneficiários dos projetos têm de colocar esses dados nos sistemas informáticos das AG.
69O Tribunal mencionou anteriormente nos seus relatórios anuais a falta de definição de indicadores de resultados ao nível dos projetos44. Este facto dificulta a medição e o acompanhamento da contribuição dos projetos para os objetivos do PO.
A libertação da reserva de desempenho assenta em indicadores que são maioritariamente orientados para os recursos e para as realizações
70Os Estados-Membros podem demonstrar os progressos registados na execução do programa através de metas intermédias (a alcançar até 2018) e objetivos finais (a alcançar até 2023) fixados para três tipos de indicadores: financeiros, de realizações e de resultados. Estes indicadores podem ser complementados pelas principais etapas de execução para avaliar os projetos já em curso ou com início programado, mas que provavelmente não alcançarão realizações até dezembro de 2018. Globalmente, os indicadores utilizados no quadro de desempenho devem ser representativos das ações no âmbito do eixo prioritário. A fim de desencadear a libertação da reserva de desempenho, os valores alcançados no final de 2018 para estes indicadores devem situar-se entre 75% e 85% dos valores das metas intermédias.
71Conforme demonstrado num anterior relatório do Tribunal45, a grande maioria dos indicadores utilizados no quadro de desempenho ao abrigo da política de coesão diz respeito às realizações (57%), às principais etapas de execução (9%) e aos indicadores financeiros (33%), com uma utilização marginal dos indicadores de resultados. Deste modo, a libertação da reserva continuará, em grande medida, a ser orientada para os recursos e para as realizações, e não centrada nos resultados (ver também o ponto 62).
A maioria dos relatórios a nível da UE apresentam os indicadores de realizações
72O principal objetivo do relatório estratégico de 201746 da Comissão, que engloba o relatório de síntese anual de 2017, elaborado com base nos RAE de 2016, é dar a conhecer as concretizações dos FEEI no sentido de realizar os objetivos da UE 2020. No entanto, o relatório apresenta essencialmente o nível de execução, assim como os valores alcançados nos principais indicadores de realizações até ao final de 2016. Não contém qualquer informação sobre a obtenção de resultados, à exceção dos seguintes indicadores de resultados no âmbito do FSE: número de participantes que encontraram emprego imediatamente após a formação e número de participantes que obteve uma qualificação imediatamente após a formação. No caso do FEDER, esta falta deve-se igualmente ao facto de não existirem indicadores de resultados comuns; os utilizados a nível dos Estados-Membros não podem, por conseguinte, ser agregados.
73Como o Tribunal referiu recentemente, existe um problema fundamental que afeta particularmente os indicadores de resultados. Na realidade, os indicadores de resultados do FEDER e do FSE medem coisas diferentes de formas distintas47. Além disso, o conceito de «resultado» é diferentemente interpretado nos regulamentos específicos de cada fundo. Os indicadores de resultados do FEDER não podem ser utilizados para medir os resultados imediatos dos PO. Além disso, o elevado número de indicadores de desempenho diferentes coloca um verdadeiro desafio à recolha e comunicação das informações sobre o desempenho48.
Conclusões e recomendações
74Embora a estrutura dos PO seja agora mais orientada para os resultados, com uma lógica de intervenção mais sólida e um vasto conjunto de indicadores, globalmente, o Tribunal conclui que a seleção de projetos no âmbito do FEDER e do FSE não é totalmente orientada para os resultados e que o acompanhamento existente ainda é mais orientado para as realizações.
Os procedimentos de seleção não eram orientados para os resultados em aspetos importantes
75Nos PO que o Tribunal visitou, os procedimentos de seleção foram utilizados de molde a promover a seleção de projetos pertinentes para os objetivos dos PO. Contudo, não incluíram de forma sistemática critérios de seleção que exigissem a definição dos indicadores de resultados quantificados a nível dos projetos correspondentes aos existentes a nível do PO. Consequentemente, raramente eram incluídos indicadores de resultados nas candidaturas e, quando era o caso, não correspondiam necessariamente aos indicadores do PO ou não eram quantificados. Além disso, apenas um terço dos relatórios de avaliação incluíram uma avaliação específica dos resultados esperados em relação aos objetivos do PO (ver pontos 18 a 27).
76O Tribunal constatou que as AG forneceram informações extensas sobre os PO, o acesso ao financiamento da UE e os procedimentos de seleção através de diversos canais. Os beneficiários estavam normalmente bem informados ou puderam contar com o apoio de organizações especializadas (ver pontos 28 a 31).
77No entanto, apenas num dos 20 procedimentos analisados as candidaturas tinham sido classificadas e ordenadas entre si. Os projetos foram geralmente aprovados com base na ordem de entrada das candidaturas. Consequentemente, o financiamento pode não ter sido concedido aos melhores projetos (ver pontos 32 a 34).
Existem riscos em relação à qualidade dos dados de acompanhamento, que permanecem mais orientados para as realizações do que para os resultados
78No seguimento da adoção tardia do quadro legislativo, o Tribunal verificou que alguns dos sistemas de acompanhamento dos PO não estavam a funcionar no início do programa nem estavam totalmente operacionais à data da auditoria. Em consequência, os dados foram introduzidos manualmente numa fase posterior. Os dados foram também recolhidos fora dos sistemas informáticos, criando erros que, em alguns casos, tiveram impactos nos dados apresentados nos RAE (ver pontos 35 a 52).
79A adoção tardia do quadro regulamentar conduziu, na maioria dos PO, ao início tardio da execução. Até ao final de 2016, apenas uma pequena quantidade de dados tinha sido recolhida nos sistemas informáticos. Consequentemente, as auditorias necessárias para fornecer a garantia dos sistemas de acompanhamento, a fiabilidade e a disponibilidade dos dados começaram maioritariamente em 2017. Os resultados destas auditorias apenas foram disponibilizados no final de 2017, quatro anos depois do início do período de programação de sete anos. Por isso, a garantia obtida quanto aos dados de acompanhamento é, até agora, apenas parcial. Deste modo, a Comissão não tem uma visão geral do funcionamento dos sistemas de acompanhamento, designadamente dos sistemas informáticos. A análise do desempenho terá lugar em 2019 e, no intervalo, coloca-se o risco de que as eventuais medidas corretivas não possam ser concluídas a tempo e que essa análise não assente em informações corretas (ver pontos 53 a 60).
80O Tribunal constatou que algumas das metas intermédias do quadro de desempenho já não são realistas. Se for necessário rever as metas intermédias, não há a certeza de se poder introduzir as alterações necessárias no PO a tempo da análise do desempenho (ver pontos 61 e 62).
81No que respeita aos indicadores de resultados, os indicadores do FEDER e do FSE medem coisas diferentes de formas distintas. Na realidade, o conceito de «resultado» é diferentemente interpretado nos regulamentos específicos de cada fundo. Para ambos os fundos, o Tribunal identificou o risco de que uma agregação significativa dos dados de desempenho (em particular relativamente aos resultados) poderá não ser viável a nível da UE49. Ademais, o Tribunal recomendou50 que a Comissão devia prever uma definição comum de «realizações» e «resultados» (ver ponto 73).
82Para o FEDER, muitos indicadores de resultados utilizam frequentemente outras fontes, como os dados dos serviços nacionais de estatística. As avaliações devem medir as concretizações em relação aos objetivos do PO. No entanto, tendo em conta o início tardio da execução, poucas avaliações se encontravam disponíveis à data da presente auditoria. Consequentemente, no caso do FEDER, é difícil determinar em que medida os projetos contribuem para a concretização dos objetivos do PO (ver pontos 63 a 69). Este problema aplica-se igualmente ao FSE, dado que muitos acordos de subvenção não incluem indicadores de resultados quantificados.
83Do mesmo modo, o quadro de desempenho é predominantemente constituído por indicadores financeiros e de realizações, o que significa que a libertação da reserva de desempenho será essencialmente baseada nestes tipos de indicadores, em vez de assentar nos resultados obtidos e nos progressos efetivamente alcançados no sentido de realizar os objetivos do PO. Além disso, as informações publicadas nos relatórios da Comissão estão maioritariamente relacionadas com as realizações, exceto no caso do FSE, em que é fornecido o valor agregado para alguns indicadores de resultados (ver pontos 70 a 72).
Recomendação 1 – Seleção orientada para os resultados
A fim de assegurar uma abordagem coerente e realmente orientada para os resultados na seleção dos projetos, os Estados-Membros devem:
- aplicar critérios de seleção que exijam aos beneficiários a definição de, pelo menos, um verdadeiro indicador de resultados baseado numa definição comum do que constitui um «resultado» para os seus projetos, acompanhado de uma base de referência e uma meta. Este indicador de resultados deve contribuir para os indicadores de resultados definidos a nível do PO;
- incluir uma avaliação destes resultados esperados e indicadores no relatório de avaliação das candidaturas;
- na decisão sobre os procedimentos de seleção a utilizar, garantir que é feita uma comparação entre as candidaturas de projetos.
Prazo de execução: a iniciar em 2019 para os próximos convites à apresentação de propostas.
Recomendação 2 – Acompanhamento orientado para os resultados
- por forma a permitir o acompanhamento do contributo dos projetos para os objetivos do PO, os Estados-Membros devem incluir indicadores de resultados quantificados no acordo de subvenção, contribuindo para os indicadores de resultados definidos a nível do PO.
Prazo de execução: a iniciar em 2019 para os próximos convites à apresentação de propostas.
- a fim de tornar o quadro de acompanhamento do FEDER mais orientado para os resultados e, em particular, permitir a agregação das informações sobre o desempenho, a Comissão deve determinar indicadores de resultados comuns para este fundo com base numa definição comum de «resultados».
Prazo de execução: preparação do próximo QFP.
Recomendação 3 – Relatórios sobre o desempenho e preparação da análise do desempenho em 2019
Para melhorar a comunicação de informações sobre o desempenho por parte da Comissão e realizar uma análise do desempenho significativa, com dados fiáveis e metas intermédias realistas, a Comissão deve:
- elaborar uma síntese das principais insuficiências e incertezas relativas aos sistemas de acompanhamento dos PO, com base nas auditorias da Comissão e das AA (as necessárias auditorias dos sistemas/auditorias da fiabilidade dos dados sobre o desempenho);
- assegurar que as alterações aos PO solicitadas pelos Estados-Membros em relação a revisões justificadas das metas intermédias do quadro de desempenho são tratadas a tempo da análise do desempenho.
Prazo de execução: antes da conclusão da análise do desempenho.
O presente relatório foi adotado pela Câmara II, presidida por Iliana IVANOVA, Membro do Tribunal de Contas, no Luxemburgo, na sua reunião de 27 de junho de 2018.
Pelo Tribunal de Contas

Klaus-Heiner LEHNE
Presidente
Anexos
Anexo I
Lista de projetos selecionados para a presente auditoria
(quantias em milhões de euros)
| Nº | Descrição do projeto | Subvenções recebidas anteriormente | Montante total do investimento | Montante da subvenção da UE | Fundo | OT a) | EP b) | PI/OE c) | Data de início e de conclusão | Realizações e resultados alcançados | Nº do procedimento de seleção (ver anexo III) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| República Checa – PO Emprego (OPE) 2014CZ05M9OP001 (montantes em milhões de CZK) | |||||||||||
| 1 | "Novas oportunidades de emprego" (Convite à apresentação de propostas relativo a instrumentos de políticas ativas do mercado de trabalho) | Sim | 4 011 | 3 304,6 | FSE | 8 | 1.1 | 1.1.1 | 1.4.2015 –em curso | Participantes empregados: 14 304 | 1 |
| 2 | Centro de acolhimento de crianças em idade pré-escolar #1 (convite à apresentação de propostas relativo ao apoio à criação e funcionamento de serviços diurnos de acolhimento a crianças em idade pré-escolar para empresas e público fora da cidade de Praga) | Sim | 4,9 | 4,2 | FSE | 8 | 1.2 | 1.2.1 | 1.1.2016-31.12.2017 | Lugares no jardim de infância: 24 | 2 |
| 3 | Centro de acolhimento de crianças em idade pré-escolar #2 a) (convite à apresentação de propostas relativo ao apoio à criação e funcionamento de serviços diurnos de acolhimento a crianças em idade pré-escolar para empresas e público fora da cidade de Praga) | Sim | 4,1 | 3,4 | FSE | 8 | 1.2 | 1.2.1 | 1.1.2016-31.12.2017 | Lugares no jardim de infância: 20 | 2 |
| 4 | Centro de acolhimento de crianças em idade pré-escolar #2 b) (convite à apresentação de propostas relativo ao apoio à criação e funcionamento de serviços diurnos de acolhimento a crianças em idade pré-escolar para empresas e público fora da cidade de Praga) | Sim | 4,9 | 4,2 | FSE | 8 | 1.2 | 1.2.1 | 1.1.2016 – em curso | Lugares no jardim de infância: 20 Número de pessoas que utilizam as estruturas de acolhimento de crianças: 30 |
2 |
| 5 | "Apoio de serviços sociais selecionados (lares, centros de dia, etc.) numa região" | Sim | 411,8 | 350 | FSE | 9 | 2.1 | 2.1.1 | 1.1.2016 – em curso | Realização efetiva: ainda indisponível, o projeto encontra-se em fase de arranque | 3 |
| República Checa – PO Empreendedorismo e Inovação para a Competitividade (OPEIC) 2014CZ16RFOP001 (montantes em milhões de CZK) | |||||||||||
| 6 | Apoio às exportações para empresas | Sim | 1,2 | 0,6 | FEDER | 3 | 2.1 | 3b OE 2.2 |
3.7.2015-10.5.2016 | Número de participantes em exposições e feiras no estrangeiro 3 (mas a mesma empresa): uma empresa apoiada Subvenções recebidas anteriormente: 12 projetos OPPI 265,2 milhões de CZK, 4 subvenções para feiras 53 milhões de CZK |
4 |
| 7 | Participações em feiras comerciais no estrangeiro em 2016 | Sim | 3,3 | 1,6 | FEDER | 3 | 2.1 | 3 b OE 2.2 |
9.9.2015-21.12.2016 | Número de participantes em exposições e feiras no estrangeiro 3 (mas a mesma empresa): uma empresa apoiada Subvenções recebidas anteriormente: 8 projetos OPPI 117,3 milhões de CZK 1 OPLZZ 5,3 milhões de CZK |
4 |
| República Checa – PO Empreendedorismo e Inovação para a Competitividade (OPEIC) 2014CZ16RFOP001 (montantes em milhões de CZK) | |||||||||||
| 8 | Construção de um centro de produção para uma divisão de carpintaria | Sim | 8,6 | 3,8 | FEDER | 3 | 2.1 | 3 C OE 2.2 |
1.11.2015-25.1.2016 | Revitalização das instalações da empresa (844 m2) Número de empresas que utilizam a infraestrutura revitalizada: 1 Subvenções recebidas anteriormente: 7,2 milhões de CZK |
5 |
| 9 | Reconstrução de um edifício | Sim | 21,2 | 7,4 | FEDER | 3 | 2.1 | 3 C OE 2.2 |
7.9.2015-6.9.2016 | Revitalização das instalações da empresa (2 721 m2) Número de empresas que utilizam a infraestrutura revitalizada: 1 Subvenções recebidas anteriormente: 12 projetos OPPI 123,7 milhões de CZK, projeto OPLZZ 2,2 milhões de CZK |
5 |
| França – PO FEDER/FSE Lorraine et Vosges – 2014FR16M0OP015 | |||||||||||
| 10 | Aquisição de uma atividade de impressão (devido à reforma do anterior proprietário) | Não | 2 | 0,04 | FEDER | 3 | 2 | 2.3A | 18.9.2014-12.10.2015 | Número de empresas que beneficiam de apoio: 1 Postos de trabalho: + 2 |
6 |
| 11 | Aquisição do equipamento de produção (por exemplo, prensa com 140 toneladas com um sistema de injeção dupla) | Não | 0,6 | 0,05 | FEDER | 3 | 2 | 2.3A | 1.1.2014-31.12.2016 | Número de empresas que beneficiam de apoio: 1 Postos de trabalho: + 2 |
6 |
| 12 | Investimentos para o desenvolvimento de uma estância de esqui | Não | 6,7 | 1.1 | FEDER | 3 | 9 | 9.3A | 1.1.2015-31.12.2016 | Número de empresas que beneficiam de apoio: 1 Número de empresas que beneficiam de subsídios: 1 |
7 |
| 13 | Aquisição de equipamento de produção (ferramentas hidráulicas) | Não | 1,6 | 0,02 | FEDER | 3 | 2 | 2.3A | 2.7.2014-31.2.2016 | Número de empresas que beneficiam de apoio: 1 Número de empresas que beneficiam de subsídios: 1 Postos de trabalho: + 6 |
6 |
| França – PO nacional FSE (PON FSE) – 2014FR05SFOP001 | |||||||||||
| 14 | Apoio a beneficiários do rendimento mínimo no departamento | Sim | 10,7 | 5,3 | FSE | 3 | 9 | 1.1 | 1.1.2014-31.12.2016 | Número de participantes previstos: 6 360/ano ou 19 080 no total | 8 |
| 15 | Acompanhamento/orientação de pessoas num processo de inserção, nomeadamente a aprendizagem da língua francesa | Sim | 2 | 1 | FSE | 3 | 9 | 1.1 | 1.1.2014-31.12.2016 | Número de participantes na ação (2014-2016): 657 Resultados positivos três meses após a participação no projeto: 40% |
9 |
| França – PO nacional FSE (PON FSE) – 2014FR05SFOP001 | |||||||||||
| 16 | Formação profissional de trabalhadores do setor da construção (Paris e regiões vizinhas) | Sim | 9,5 | 4,8 | FSE | 2 | 8 | 5,3 | 1.1.2014-31.12.2015 | Número de participantes na ação (2014-2016): 2 464 | 10 |
| 17 | Profissionalização de redes relativas à criação de atividades | Sim | 5,2 | 2,6 | FSE | 1 | 8 | 3.2 | 1.1.2014-31.12.2016 | Nenhum participante | 11 |
| 18 | Atividades de formação para pessoas desempregadas | Sim | 80 | 30,7 | FSE | 2 | 8 | 5.4 | 1.1.2014-31.12.2016 | Número de participantes nas ações de formação: 21 860 (objetivo: 22 734) | 12 |
| Itália – PO FSE Piemonte – 2014IT05SFOP013 | |||||||||||
| 19 | Cursos de formação para ajudar à integração no mercado de trabalho (curso técnico de comércio eletrónico) | Sim | 0,69 | 0,69 | FSE | 8 | 1 | 8.x | 1.10.2015-15.6.2016 | Curso técnico de comércio eletrónico (600 horas) | 13 |
| 20 | Cursos de formação para ajudar à integração no mercado de trabalho (cabeleireiro) | Sim | 0,69 | 0,69 | FSE | 8 | 1 | 8.x | 1.10.2015-15.6.2016 | Curso de cabeleireiro (600 horas) | 13 |
| 21 | Formação profissional para apoiar o ensino obrigatório (carpinteiro) | Sim | 0,99 | 0,99 | FSE | 8 | 2 | 8.x | 1.10.2015-15.6.2016 | Curso de carpinteiro (1 050 horas) | 14 |
| 22 | Formação profissional para apoiar o ensino obrigatório (transformador agroalimentar) | Sim | 0,99 | 0,99 | FSE | 8 | 2 | 8.x | 1.10.2015-15.6.2016 | Curso agroalimentar (1 050 horas) | 14 |
| Itália – PO FEDER/FSE Apúlia – 2014IT16M2OP002 | |||||||||||
| 23 | Aquisição de 10 autocarros novos de transporte de passageiros | Sim | 4,12 | 1,41 | FEDER | 3 | 3 | 3a | 5.5.2015-31.12.2015 | Nenhuns | 15 |
| 24 | Aquisição de equipamento para a produção de massa sem glúten | Sim | 2,7 | 0,8 | FEDER | 3 | 3 | 3a | 16.6.2015-31.12.2015 | – Volume de negócios (2017) – Aumento 4 unidades de trabalho |
15 |
| Itália – PO FEDER/FSE Apúlia – 2014IT16M2OP002 | |||||||||||
| 25 | Reestruturação e adaptação (edifício) de uma escola existente para uma creche | Sim | 0,5 | 0,44 | FEDER | 9 | 9 | 9a | 1.1.2016-31.12.2016 | 57 novos lugares criados na creche | 16 |
| 26 | Reestruturação e adaptação (edifício) de uma escola existente para uma creche | Sim | 0,35 | 0,31 | FEDER | 9 | 9 | 9a | 1.1.2016-31.12.2016 | 42 novos lugares criados na creche | 16 |
| Finlândia – PO Emprego e crescimento sustentáveis – programa dos fundos estruturais da Finlândia – 2014FI16M2OP001 | |||||||||||
| 27 | Investimento numa linha de pintura a pó, linha com elemento de parede acústica e máquina de moldagem de aço. Produção reorganizada de acordo com LEAN | Sim | 0,85 | 0,32 | FEDER | 3 | 1 | 3d 2.1 | 16.2.2015-30.6.2016 | Volume de negócios: + 0,3 milhões de euros, + 10% em relação ao atual Exportação direta: + 0,07 milhões de euros, + 100% em relação ao nível atual Postos de trabalho: + 2 (dos quais 0 são ocupados por mulheres) Outros: poupança de energia significativa por unidade produzida, pelo menos 10% de utilização de energia |
17 |
| 28 | Investimento em desenvolvimento de linha de produção de cimento, reorganização da logística interna, bem como desenvolvimento de uma nova gama de produtos | Sim | 2,45 | 0,619 | FEDER | 3 | 1 | 3d 2.1 | 2.3.2015-30.9.2016 | Logo após a conclusão: Volume de negócios: + 0,41 milhões de euros Postos de trabalho: + 1 2 anos após a conclusão (ainda não conhecido): Volume de negócios: + 2,5 milhões de euros, + 20% em relação ao atual volume de negócios Postos de trabalho: + 7 Projeto contribui para uma economia com baixo teor de carbono |
17 |
| 29 | Desenvolvimento e confirmação do modelo de serviços utilizado num centro de serviços de emprego urbano para jovens adultos com antecedentes de toxicodependência, para os encorajar a uma vida normal com vista a começar a procurar emprego | Sim | 0,24 | 0,17 | FSE | 9 | 5 | 8i | 2.1.2015 - -31.12.2016 | Beneficiários: 39 pessoas (objetivo: 80 pessoas) | 18 |
| Finlândia – PO Emprego e crescimento sustentáveis – programa dos fundos estruturais da Finlândia – 2014FI16M2OP001 | |||||||||||
| 30 | Oferta de formação a pessoas empregadas de forma intermitente para aumentar as possibilidades de encontrarem emprego e de escolha de postos de trabalho (economia social) | Sim | 0,31 | 0,22 | FSE | 8 | 3 | 9i | 1.1.2015-31.12.2016 | Beneficiários: 82 pessoas (objetivo: 100 pessoas) | 18 |
| 31 | Desenvolvimento de um software de interface de utilizador para um aparelho médico de ultrassonografia | Sim | 0,34 | 0,17 | FEDER | 3 | 1 | 3a 1.1 | 30.1.2015-30.4.2016 | À data da conclusão do projeto/estimativa após 2 anos: Volume de negócios: + 0,25 milhões de euros + 100%/ + 10 milhões de euros + 100% Exportações diretas: + 0,25 milhões de euros + 100%/ + 9,8 milhões de euros + 100% Postos de trabalho: + 3/15 (dos quais mulheres 0/5) (objetivo 35) empregos em I&D: + 3/10 (dos quais mulheres 0/3) Outros direitos intangíveis 0/3 (objetivo 4) |
17 |
| 32 | Desenvolvimento de uma nova linha de revestimento de produtos de madeira | Sim | 1,4 | 0,56 | FEDER | 3 | 1 | 3d 2.1 | 27.1.2015-27.1.2017 | À data da conclusão do projeto/estimativa 2 anos após a conclusão: Volume de negócios: + 1 milhão de euros + 12%/+ 2 milhões de euros + 24% (objetivo 3 milhões de euros) Exportações diretas: indisponível/+ 0,3 milhões de euros + 33% (objetivo 1 milhão de euros) Postos de trabalho: + 3 / + 6 dos quais mulheres: + 1 / + 2 (objetivo 2) |
17 |
| Finlândia – PO Emprego e crescimento sustentáveis – programa dos fundos estruturais da Finlândia – 2014FI16M2OP001 | |||||||||||
| 33 | Alargamento de uma fábrica para o desenvolvimento de operações de produção e logística | Sim | 1,17 | 0,35 | FEDER | 3 | 1 | 3d 2.1 | 1.6.2014-31.12.2014 | À data da conclusão do projeto/estimativa 2 anos após a conclusão: Volume de negócios: + 10 milhões de euros + 150% (objetivo 11 milhões de euros)/+ 35 milhões de euros + 350% Exportações diretas: + 9 milhões de euros + 643% (objetivo 0,9 milhões de euros)/+ 26 milhões de euros + 999%) Postos de trabalho: + 10 / + 50 dos quais mulheres + 3/+ 5 (objetivo 50) Empregos I&D: + 2 / + 2 dos quais mulheres + 0 /+ 1 (objetivo 4) Outros direitos intangíveis 1/3 Projeto contribui para uma economia com baixo teor de carbono |
17 |
| 34 | Alargamento de um parque de maquinaria para tecnologia moderna para produção de estruturas de aço e tubagens e reorganização do modelo local de produção | Sim | 1,43 | 0,5 | FEDER | 3 | 1 | 3d 2.1 | 13.2.2015 – 31.12.2016 | À data da conclusão do projeto/estimativa 2 anos após a conclusão: Volume de negócios: 0/+ 1,4 milhões de euros + 34% Exportações diretas: 0/+ 0,46 milhões de euros + 136% (objetivo 0,75 milhões de euros) Postos de trabalho: + 5 / + 8 dos quais mulheres 0 / 0 Outros: poupança de energia não disponível/ + 1 MWh/a |
17 |
Notas: a) OT: objetivo temático; b) EP: eixo prioritário; c) PI: prioridade de investimento e OE: objetivo específico.
Anexo II
Objetivos temáticos
| Número | Descrição |
|---|---|
| 1 | Reforço da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da inovação |
| 2 | Melhor acesso, utilização e qualidade das tecnologias da informação e da comunicação |
| 3 | Reforço da competitividade das PME |
| 4 | Apoiar a transição para uma economia de baixo teor de carbono em todos os setores |
| 5 | Promoção da adaptação às alterações climáticas, prevenção e gestão de riscos |
| 6 | Proteção do ambiente e promoção da utilização sustentável dos recursos |
| 7 | Promover transportes sustentáveis e eliminar os estrangulamentos nas principais infraestruturas de rede |
| 8 | Promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade laboral |
| 9 | Promover a inclusão social e combater a pobreza e qualquer tipo de discriminação |
| 10 | Investimento na educação, na formação, nomeadamente profissional, nas competências e na aprendizagem ao longo da vida |
| 11 | Reforçar a capacidade institucional das autoridades públicas e das partes interessadas e a eficiência da administração pública |
Fonte: Artigo 9º e anexo XI, parte I, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
Anexo III
Lista de procedimentos de seleção analisados na presente auditoria
| Nº | Nome/identificação | Observações | Fundo | OT a) | EP/PI/OE b) | Tipo de procedimento de seleção c) | Competitivo | Por ordem de entrada das candidaturas | Projetos auditados (ver anexo II) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| República Checa – OPE | |||||||||
| 1 | Instrumentos de políticas ativas do mercado de trabalho (Nº 03_15_001) |
Seleção de ações para aumentar o emprego de pessoas apoiadas, especialmente os mais velhos, com baixas qualificações e mais desfavorecidos O beneficiário (centro de emprego da República Checa) definido no acordo de parceria |
FSE | 8 | 1.1.1 | Adjudicação direta 29.7.2015-30.4.2016 |
NA | 1 | |
| 2 | Serviços de acolhimento de crianças fora da cidade de Praga (Nº 03_15_035) |
Diminuir as diferenças entre mulheres e homens Apoio à criação e funcionamento de serviços diurnos de acolhimento a crianças em idade pré-escolar para empresas e público fora da cidade de Praga ("serviços de acolhimento de crianças") |
FSE | 8 | 1.2.1 | Convite temporário à apresentação de projetos: 11.11.2015-8.1.2016 | SIM | 2, 3, 4 | |
| 3 | "Serviços sociais" (Nº 03_15_005) |
2.1.1 – Aumentar a empregabilidade de pessoas em risco de exclusão social ou pessoas socialmente excluídas do mercado de trabalho e 2.1.2 – Desenvolvimento do setor da economia social Apoio a serviços sociais selecionados, relacionados com os planos regionais intercalares de desenvolvimento de serviços sociais ("serviços sociais") Os beneficiários (todas as regiões da República Checa) e a dotação por região estão previstos no acordo de parceria |
FSE | 9 | 2.1.1 2.1.2 |
Lançamento de adjudicação direta: 26.6.2015 Candidaturas aceites entre: 20.7.2015-13.12.2019 |
NA | 5 | |
| República Checa – OPEIC | |||||||||
| 4 | Comercialização I | Objetivo OE 2.2: Aumentar a internacionalização das PME – Serviços para PME centradas na competitividade internacional, possibilitando a entrada em mercados externos; – Consultoria sofisticada de peritos em mercados internacionais e consultoria para a gestão estratégica e gestão da inovação, incluindo mentoria e orientação; – Serviços de apoio à ligação em rede de PME em cooperação científica internacional (Horizonte 2020, COSME). |
FEDER | 3 | EP 2, OE 2.2 | Convite temporário 2.6.2015-30.11.2015 |
SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo de 60 pontos em 100 | 6, 7 | |
| 5 | Imobiliário I | Objetivo OE 2.3: aumentar a utilização de infraestruturas empresariais – Modernização de instalações de produção e reconstrução de infraestruturas existentes obsoletas, – Reconstrução de zonas industriais (excluindo os custos com a remoção de encargos ecológicos) e respetiva transformação em instalações empresariais modernas e zonas reconstruídas. |
FEDER | 3 | EP 2, OE 2.3 | Convite temporário em duas fases: de 1.6 até 31.8.2015 Candidaturas elegíveis apenas: de 1.12.2015 até 31.1.2016 |
SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo de 60 pontos em 100 | 8, 9 | |
| França – PO Lorraine et Vosges | |||||||||
| 6 | Empreendimento e empresas | Objetivo: selecionar projetos com vista a apoiar o investimento em PME, em todas as fases do seu desenvolvimento, para gerar emprego sustentável e valor acrescentado | FEDER | 3 | EP 2 – OE 2.3.A | Convite permanente 1 ano renovável |
SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 10, 11, 13 | |
| 7 | Desenvolvimento económico e turístico do maciço | Objetivo: aumentar o número de turistas na zona dos Vosges | FEDER | 3 | EP 9 – OE 9.3.A | Convite permanente, 1 ano renovável |
SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 12 | |
| França – PON FSE | |||||||||
| 8 | Convite à apresentação de projetos | Convite lançado pelo organismo intermediário | FSE | 9 | EP 3 – 3.9.1.1 | Convite temporário: 16.12.2014-31.3.2015 | SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 14 | |
| 9 | Convite à apresentação de projetos – PAA interno 2014-2017 | Convite lançado pelo organismo intermediário | FSE | 9 | EP 3 – 3.9.1.1 | Convite temporário 9.6.2015-30.7.2015 |
SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 15 | |
| 10 | Convite à apresentação de projetos – 2014IDF-AXE2-01 | Convite lançado pela autoridade de gestão delegada | FSE | 8 | EP 3 – 2.8.5.3 | Convite temporário 11.8.2014-17.11.2014 |
SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 16 | |
| 11 | Convite à apresentação de projetos | Convite lançado pelo organismo intermediário | FSE | 8 | EP 3 – 1.8.3.2 | Convite permanente renovável 1.1.2014-31.12.2016 |
SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 17 | |
| 12 | Convite à apresentação de projetos – CSP 2014/15 | Convite lançado pela autoridade de gestão | FSE | 8 | EP 3 – 2.8.5.4 | Adjudicação direta renovável 1.1.2014-31.12.2017 |
SIM, desde que os critérios estejam preenchidos | 18 | |
| Itália – PO Piemonte | |||||||||
| 13 | "Mercato del Lavoro" na região de Piemonte (excluindo a província de Turim) | Seleção de ações de formação para encurtar o acesso ao mercado de trabalho para, essencialmente, jovens e adultos desempregados (dos 19 aos 25 anos, por vezes mais velhos) com baixos níveis de escolaridade e expostos a um conjunto de fatores que os sujeita a um maior risco de desemprego de longa duração (Formazione professionale finalizzata alla lotta contro la disoccupazione) Convite gerido pela autoridade de gestão |
FSE | 8 | EP 1 OE: 1.8.i.1.3 |
Convite temporário 10.7.2015-29.7.2015 |
SIM, com classificação e ordenação | 19, 20 | |
| 14 | "Obbligo d’Istruzione" CMT 2015/2016 na província de Turim | Seleção de cursos que permitam que os jovens com dificuldades de integração e excluídos do ensino regular ou que tenham abandonado a escola/ensino obrigatório cumpram o seu direito/dever de escolaridade e formação de 10 anos | FSE | 8 | EP 1 OE: 1.8ii.2.4 |
NA - Este convite não foi um procedimento de seleção enquanto tal, mas sim um prolongamento dos contratos para os beneficiários anteriormente selecionados mediante um convite semelhante em 2011/2012. Por razões de simplicidade e economia de tempo, a AG decidiu repetir a mesma atividade de formação no período de 2015-2018. | 21, 22 | ||
| Itália – PO Apúlia | |||||||||
| 15 | D.D. Nº 2487 de 22.12.2014 | Objetivo: facilitar a criação de novas unidades de produção; o alargamento das unidades de produção existentes; a diversificação da produção para outros produtos novos; alteração fundamental de todo o processo de produção da unidade existente | FEDER | 3 | EP 3 – 3.6 | Convite permanente | SIM, desde que os critérios estejam preenchidos. | 23, 24 | |
| 16 | DD 367 de 6.8.2015 | Seleção de projetos que visem melhorar e modernizar a rede de instalações de assistência social, ensino e de cuidados de saúde na região da Apúlia. O objetivo é colmatar as lacunas na prestação de serviços de assistência social a pessoas, famílias e comunidades na região, através do cofinanciamento de planos de investimento social ou medidas estruturais nos domínios social, dos cuidados de saúde ou do ensino. Os beneficiários elegíveis são, por exemplo, instituições públicas, sobretudo municípios, e organismos privados que disponibilizam serviços de assistência social, que anteriormente eram instituições públicas de assistência e solidariedade ou outros serviços públicos (nomeadamente, serviços de saúde locais, câmaras do comércio) | FEDER | 9 | 9.10 e 9.11 | Convite permanente | SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo de 70 pontos em 100 | 25, 26 | |
| Finlândia – PO Fundos Estruturais | |||||||||
| 17 | Regime de apoio e desenvolvimento empresarial | Regime de apoio complementar do FEDER executado em quatro Centros para o Desenvolvimento Económico, Transportes e Ambiente | FEDER | 3 | 3/todas as PI e OE, concentração discricionária em ações específicas regionais | Permanente, válido durante todo o QFP 2014-20. Dotação orçamental nacional anual | SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo | 27, 28, 31, 32, 33, 34 | |
| 18 | Centro de Desenvolvimento Económico, Transportes e Ambiente em Savo Sul, Finlândia, Mikkeli | FEDER: ênfase na especialização inteligente FSE: ênfase no apoio a ações para a juventude e integração de agentes e cooperação reforçada |
FSE FEDER | 3 8 9 |
FEDER – EP 2 FSE – EP 3 FSE – EP 4 FSE – EP 5 |
Convite temporário: 8.12.2014-16.2.2015 |
SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo | 29, 30 | |
| 19 | Centro de Desenvolvimento Económico, Transportes e Ambiente, norte de Ostrobothnia, Oulu | FSE FEDER | Todos | Todos os EP/PI/OE | Convite temporário: 5.5.2014-29.8.2014 |
SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo | NA Os projetos selecionados não estavam suficientemente avançados, por isso não foram auditados |
||
| Finlândia – PO Fundos Estruturais | |||||||||
| 20 | Centro de Desenvolvimento Económico, Transportes e Ambiente, norte de Ostrobothnia, Oulu | Ao abrigo do FSE: ênfase especial na integração de imigrantes na sociedade Ao abrigo do FEDER: ênfase nos recursos ambientais e naturais, em particular na economia da reciclagem de resíduos orgânicos, bem como na eficiência energética e material e em operações/projetos relacionados com investigação e desenvolvimento |
FSE FEDER | 3 8 9 |
FEDER – EP 1 FEDER – EP 2 FSE – EP 3 FSE – EP 4 FSE – EP 5 |
Convite temporário: FSE: 12.12.2015 - 5.2.2016 FEDER: 12.12.2015 - 12.2.2016 |
SIM, desde que as candidaturas atinjam um limiar mínimo | ||
Notas:
a) OT: objetivo temático;
b) EP: eixo prioritário, PI: prioridade de investimento, OE: objetivo específico;
c) tipo de procedimento de seleção:
Convites temporários: convites com uma duração inferior a 12 meses, normalmente entre algumas semanas e alguns meses.
Convites permanentes: convites com uma duração superior a 12 meses, por vezes para toda a duração do período de programação.
Adjudicações diretas: envolvem a consignação de financiamento a organizações, normalmente organismos públicos, que depois redistribuem os fundos a beneficiários externos.
Fonte: Documentação dos procedimentos de seleção.
Anexo IV
Lista dos PO analisados na presente auditoria
| FEDER | FSE | Total de fundos da UE | Outros fundos | Total de fundos da UE + outros fundos | OT abrangidos | Data de aprovação do acordo de parceria | Data de aprovação do PO pela CE | Última versão e data de aprovação | Designação das autoridades nacionais pela CE e pelos EM | Autoridade de gestão (AG) Se aplicável: organismo intermédio (OI) ou autoridade de gestão delegada (AGD) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Montantes em milhões de euros exceto para a CZ | ||||||||||
| República Checa – PO Emprego (OPE) - 2014CZ05M9OP001 (montantes em milhões de CZK) | ||||||||||
| NA | 2 119 | 2 119 | 450 | 2 569 | 8,9,11 | 13.4.2014 | 6.5.2015 | 21.7.2017 | CE: 16.9.2016 EM: 13.9.2016 |
AG: Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais Nenhum OI |
| República Checa – PO Empreendedorismo e Inovação para a Competitividade (OPEIC) - 2014CZ16RFOP001 (montantes em milhões de CZK) | ||||||||||
| 4 331 | NA | 4 331 | 3 611 | 7 942 | 1,2,3,4,7 | 13.4.2014 | 29.4.2015 | 1.9.2017 | CE: 13.3.2017 EM: 13.3.2017 |
AG: Ministério da Indústria e do Comércio OI: Agência para o Empreendedorismo e Inovação |
| França – PO FEDER/FSE Lorraine et Vosges – 2014FR16M0OP015 | ||||||||||
| 337 | 72 | 409 | 279 | 688 | 1,2,3,4,5,6,9,10 | 8.8.2014 | 11.12.2014 | NA | CE: 13.1.2017 EM: 21.12.2016 |
AG (desde 1 de janeiro de 2016): Autorité régionale pour la nouvelle région Grand Est |
| França – PO nacional do FSE para o emprego e a inclusão social (PON FSE) - 2014FR05SFOP001 | ||||||||||
| NA | 2 894 | 2 894 | 2 577 | 5 471 | 8,9,10,11 | 8.8.2014 | 10.10.2014 | NA | CE: 12.1.2017 EM: 21.10.2016 |
AG: Ministère du travail, de l’emploi, de la formation professionnelle et du dialogue social 13 AGD Vários OI: dos quais, Conseil départemental de la Seine-Saint-Denis, Conseil départemental du Val-de-Marne, Association France active, Fonds paritaire de la sécurisation des parcours professionnels |
| Itália – PO FSE Piemonte – 2014IT05SFOP013 | ||||||||||
| NA | 436 | 436 | 436 | 872 | 8,9,10,11 | 29.10.2014 | 11.7.2017 | 12.12.2014 | CE: 8.9.2017 EM: 24.10.2016 |
AG: Região de Piemonte (unidade «Coesão Social») OI: Città Metropolitana Torino |
| Itália – PO Apúlia - 2014IT16M2OP002 | ||||||||||
| 1 394 | 386 | 1 780 | 1 780 | 3 560 | 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, 11,12 | 29.10.2014 | 17.7.2014 | 13.8.2015 | CE: 21.2.2018 EM: 18.7.2017 |
AG: Região da Apúlia (unidade «Servizio Attuazione del programma») OI: Puglia Sviluppo |
| Finlândia – PO Emprego e crescimento sustentáveis - 2014FI16M2OP001 | ||||||||||
| 766 | 513 | 1 279 | 1 279 | 2 558 | 1,3,4,8,9, 10 | 7.10.2014 | 11.12.2014 | 24.5.2016 | CE: 20.12.2016 EM: 24.11.2016 |
AG: Departamento de Desenvolvimento Empresarial e Regional do Ministério dos Assuntos Económicos e do Emprego OI: Centros ELY, em Mikkeli e Oulu |
Anexo V
Eixo prioritário, prioridades de investimento e objetivos específicos a que correspondem os projetos selecionados no anexo I
| Eixo prioritário | Objetivo temático | Prioridade de investimento | Objetivo específico |
|---|---|---|---|
| República Checa – OPE | |||
| EP1 | 8 | 8i – Acesso ao emprego para os candidatos a emprego e pessoas inativas, incluindo desempregados de longa duração e pessoas afastadas do mercado de trabalho, bem como através de iniciativas locais de emprego e de apoio à mobilidade dos trabalhadores | 1.1 – Aumentar o emprego das pessoas apoiadas, especialmente os mais velhos, com baixas qualificações e mais desfavorecidos |
| 8iv – Igualdade entre homens e mulheres em todos os domínios, nomeadamente nos domínios do acesso ao emprego, da progressão na carreira, da harmonização da vida profissional e privada e da promoção da igualdade de remuneração para trabalho igual | 1.2 – Diminuir as diferenças entre mulheres e homens no mercado de trabalho | ||
| EP2 | 9 | 9i – Inclusão ativa, nomeadamente com vista a promover oportunidades iguais e a participação ativa, e melhorar a empregabilidade | 2.1 – Aumentar a afirmação de pessoas em risco de exclusão social ou pessoas socialmente excluídas da sociedade e do mercado de trabalho |
| República Checa – OPEIC | |||
| EP2 | 3 | 3 b) – Desenvolvimento e aplicação de novos modelos empresariais para as PME, especialmente no que respeita à internacionalização | 2.2 – Aumento da internacionalização das pequenas e médias empresas |
| 3 c) – Concessão de apoio à criação e ao alargamento de capacidades avançadas de desenvolvimento de produtos e serviços | 2.3 – Aumento da utilização das infraestruturas empresariais | ||
| França – PO Lorraine et Vosges | |||
| EP2 | 3 | A – Promoção do espírito empresarial | Apoiar o investimento em PME em todas as fases do seu desenvolvimento |
| EP9 | 3 | A – Promoção do espírito empresarial | Aumentar o turismo nas montanhas dos Vosges |
| França – PON FSE | |||
| EP1 | 8 | 8iii – Apoiar o trabalho por conta própria, o empreendedorismo e a criação de empresas, incluindo a inovação de micro e pequenas e médias empresas | 2 -0 1. Reforço e partilha da oferta de serviços no âmbito de redes e ou entre diferentes intervenientes, apoiando a criação ou a aquisição de atividades e o reforço de atividades |
| 1 – Profissionalização dos trabalhadores e voluntários das redes de apoio à criação de empresas e das organizações de apoio ao reforço das atividades | |||
| EP2 | 8 | 8v – Adaptação à mudança pelos trabalhadores, empresas e empresários | 3 – Ações que permitem preencher as condições e pré-requisitos para um acesso eficaz a formação |
| EP3 | 9 | 9i – Inclusão ativa, nomeadamente a promoção da igualdade de direitos, a participação ativa e uma melhor capacidade para trabalhar | 1 – a) Implementação de percursos personalizados, reforço da empregabilidade, no que respeita aos diferentes obstáculos a ultrapassar, numa abordagem global |
| Itália – PO Piemonte | |||
| EP1 | 8 | 8i – Acesso ao emprego para os candidatos a emprego e pessoas inativas, incluindo desempregados de longa duração e pessoas afastadas do mercado de trabalho, também através de iniciativas locais de emprego e de apoio à mobilidade dos trabalhadores | Requisito essencial 8.5 – Promover a entrada no mercado de trabalho e o emprego de desempregados de longa duração e daqueles com mais dificuldades em encontrar trabalho, e apoio a pessoas em risco de desemprego de longa duração |
| 8ii – Integração sustentável dos jovens no mercado de trabalho, em especial dos que não trabalham, não estudam, nem se encontram em formação, incluindo os jovens em risco de exclusão social e os jovens de comunidades marginalizadas, inclusive através da execução da Garantia para a Juventude | Requisito essencial 8.1 – Aumento do emprego dos jovens | ||
| Itália – PO Apúlia | |||
| EP3 | 3 | 3.a – Promoção do espírito empresarial, nomeadamente facilitando a exploração económica de ideias novas e incentivando a criação de novas empresas | Requisito essencial 3.5 – Promoção da criação e reforço de microempresas e PME |
| EP9 | 9 | 9.a – Investimento em infraestruturas sociais e de saúde, que contribuem para o desenvolvimento, a redução das desigualdades no âmbito da saúde e uma melhor acessibilidade dos serviços | Requisito essencial 9.3 – Aumento/reforço/melhoria da qualidade dos serviços socioeducativos e de infraestruturas para crianças e serviços de assistência social e infraestruturas para pessoas com autonomia limitada, e melhoria da rede de infraestruturas e de serviços locais de cuidados de saúde e de assistência social |
| Finlândia – PO Emprego e crescimento sustentáveis | |||
| EP1 | 3 | 3a – Promoção do espírito empresarial, nomeadamente facilitando a exploração económica de ideias novas e incentivando a criação de novas empresas, designadamente através de incubadoras de empresas | 1.1 – Criação de novas atividades comerciais |
| EP1 | 3 | 3d – Apoio às PME para que possam participar no crescimento dos mercados locais, nacionais e internacionais e em processos inovadores | 2.1 – Promoção do crescimento e expansão das PME no estrangeiro |
| EP3 | 8 | 8i – Acesso ao emprego para os candidatos a emprego e pessoas inativas, incluindo desempregados de longa duração e pessoas afastadas do mercado de trabalho, bem como através de iniciativas locais de emprego e de apoio à mobilidade dos trabalhadores | 6.1 – Promoção do emprego dos jovens e daqueles que têm uma posição enfraquecida no mercado de trabalho |
| EP5 | 9 | 9i – Inclusão ativa, nomeadamente com vista a promover oportunidades iguais e a participação ativa, e melhorar a empregabilidade | 10.1 – Melhoria da capacidade daqueles que se encontram fora do emprego para trabalhar e exercer funções |
Anexo VI
Indicadores de realizações e de resultados dos PO para o eixo prioritário descrito no anexo V financiados através do FEDER
| Regiões | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EP/PI/OE | Indicadores de realizações | Menos desenvolvidas | Transição | Desenvolvidas | Total | Indicadores de resultados e fonte | Transição | Desenvolvidas | Convite à apresentação de propostas | Projeto | ||
| Base de referência | Meta 2023 | Base de referência | Meta | |||||||||
| REPÚBLICA CHECA – PO Empresas e inovação para a competitividade (OPEIC) 2014CZ16RFOP001 | ||||||||||||
| EP 2 | CO1: número de empresas que beneficiam de apoio | 4 600 | 4 600 | SR: percentagem das exportações no volume total de negócios das empresas (fonte: MPO) | 2011: 21,3% | 22,3% - 23,8% |
4 | 6, 7 | ||||
| 3b.2.2 | CO2: número de empresas que beneficiam de subvenções | 2 100 | 2 100 | |||||||||
| CO4: número de empresas que recebem apoio não financeiro | 3 000 | 3 000 | ||||||||||
| CO6: investimento privado às empresas paralelo ao apoio público (subvenções) (em milhões de CZK) | 84 | 84 | ||||||||||
| EP 2 | CO1: número de empresas que beneficiam de apoio | 695 | 695 | SR: área total de território recuperado em hectares (fonte: base de dados nacional sobre zonas industriais recuperadas) | 2011: 25 875 | 25 900 – 26 050 |
5 | 8, 9 | ||||
| 3c.2.2 | CO2: número de empresas que beneficiam de subvenções | 695 | 695 | |||||||||
| CO6: investimento privado às empresas paralelo ao apoio público (subvenções) (em milhões de CZK) | 335 | 335 | ||||||||||
| CO22: área total de território recuperado em hectares | 150 | 150 | ||||||||||
| França – PO GRAND EST FR16M0OP015 | ||||||||||||
| EP 2 | CO1: número de empresas que beneficiam de apoio | 1 100 | 1 100 | SR4: evolução do investimento das PME industriais da região (fonte: serviço nacional de estatística) | 2012: - 8,0% | 3,0% |
6 |
10, 11 e 13 |
||||
| 3.A | CO2: número de empresas que beneficiam de subvenções | 805 | 805 | |||||||||
| CO3: número de empresas que beneficiam de apoio, com exceção de subvenções | 530 | 530 | ||||||||||
| CO4: número de empresas que recebem apoio não financeiro | 520 | 520 | ||||||||||
| CO8: aumento do emprego em empresas apoiadas | 960 | 960 | ||||||||||
| EP 9 3.A |
CO1: número de empresas que beneficiam de apoio | 46 | 33 | 79 | SR22: número de visitas previstas e de dias de esqui em milhões (fontes: Observatoires régionaux du tourisme e Domaine skiable de France) |
2011: 1 692 | 1 861 |
2011: 1 468 | 1 614 |
7 |
12 |
|
| CO2: número de empresas que beneficiam de subvenções | 34 | 24 | 58 | |||||||||
| CO4: número de empresas que recebem apoio não financeiro | 12 | 9 | 21 | |||||||||
| CO9: aumento do número de visitas previstas | 11 760 | 8 240 | 20 000 | |||||||||
| ITÁLIA – PO Apúlia 2014IT16M2OP002 | ||||||||||||
| EP 3 3.a |
CO1: número de empresas que beneficiam de apoio | 2 000 | SR3002: taxa de volume de negócios líquido da empresa (fonte: ISTAT) | 2012: - 0,6% | 0,4% |
15 e 16 | 23, 24, 25 e 26 | |||||
| CO5: número de empresas em fase de arranque que beneficiam de apoio | 500 | |||||||||||
| CO8: aumento do emprego em empresas apoiadas | 50 | 1 | 2 | |||||||||
| FINLÂNDIA – PO Emprego e crescimento sustentáveis (2014FI16M2OP001) | ||||||||||||
| EP 1 | CO1: número de empresas que beneficiam de apoio | 2 465 | 2 465 | Índice de dinamismo empresarial (fonte: estatísticas da Finlândia) | 2010: 1 | 1.1 | 17 | 31 | ||||
| 3a | CO2: número de empresas que beneficiam de subvenções | 2 455 | 2 455 | |||||||||
| CO3: número de empresas que beneficiam de apoio financeiro, com exceção de subvenções | 10 | 10 | Localização das PME | 2010: 16 761 | 18 437 | |||||||
| CO5: número de novas empresas apoiadas | 1 200 | 1 200 | ||||||||||
| CO6: investimento privado às empresas paralelo ao apoio público (subvenções em milhões de euros) | 51 697 | 51 697 | ||||||||||
| CO7: investimento privado às empresas paralelo ao apoio público (distinto das subvenções, em milhões de euros) | 10 | 10 | ||||||||||
| CO8: aumento do emprego em empresas apoiadas | 7 800 | 7 800 | ||||||||||
| 6: número de empresas que iniciou uma nova atividade comercial após receber o financiamento | 850 | 850 | ||||||||||
| 7: número de empresas com um aumento significativo no volume de negócios ou de funcionários | 1 010 | 1 010 | ||||||||||
| 8: número de empresas que promovem soluções com baixo teor de carbono | 615 | 615 | ||||||||||
| 10: número de PME com acessibilidade melhorada em resultado do projeto (regiões ultraperiféricas ou com baixa densidade populacional no norte) | 220 | 220 | ||||||||||
| 9: outros investimentos relativos à promoção do empreendedorismo em resultado do projeto (regiões ultraperiféricas ou com baixa densidade populacional no norte – em milhões de euros) | 13,7 | 13,7 | ||||||||||
| EP 1 – 3d | CO2: número de empresas que beneficiam de subvenções CO3: número de empresas que beneficiam de apoio financeiro, com exceção de subvenções |
3 175 20 |
3 175 20 |
Índice de dinamismo empresarial (fonte: estatísticas da Finlândia) | 1 | 1.10 | 17 | 27, 28, 32, 33, 34 | ||||
| EP 1 – 3d | CO6: investimento privado às empresas paralelo ao apoio público (subvenções) em milhões de euros | 337,15 | 337,15 | Empresas em fase de crescimento (empregam um mínimo de 3 pessoas e com uma média de crescimento do pessoal que excede os 10%) (fonte: estatísticas da Finlândia) | 4 326 | 4 759 | ||||||
| CO7: investimento privado às empresas paralelo ao apoio público (distinto das subvenções) em milhões de euros | 10 | 10 | ||||||||||
| CO8: aumento do emprego em empresas apoiadas | 4 900 | 4 900 | ||||||||||
| Indicadores específicos: | ||||||||||||
| Número de empresas em projetos em que o principal objetivo é promover o crescimento e as operações comerciais internacionais | 5 170 | 5 170 | ||||||||||
| Número de empresas que estão a começar a exportar ou que expandiram as suas exportações para uma nova área de mercado | 1 330 | 1 330 | ||||||||||
| Energia economizada (MWh) | 460 435 | 460 435 | ||||||||||
| Empresas com um aumento significativo no volume de negócios ou de funcionários | 1 340 | 1 340 | ||||||||||
| Empresas que promovem soluções com baixo teor de carbono | 650 | 650 | ||||||||||
Legenda: CO: indicador comum de realizações; CR: indicador comum de resultados; SR: indicador específico de resultados (no quadro do FEDER, todos os indicadores de resultados são específicos do Estado-Membro/PO).
Anexo VII
Indicadores de realizações e de resultados para o eixo prioritário descrito no anexo V financiado através do FSE
| EP/PI | Indicadores de realizações | M | F | Total | Indicadores de resultados e fonte | Base de referência | Meta (2023) | Convite à apresentação de propostas | Projeto | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| M | F | Total | M | F | Total | ||||||||
| REPÚBLICA CHECA – PO Emprego 2014CZ05M9OP001 | |||||||||||||
| EP1 1.1 |
CO06: participantes com menos de 25 anos de idade | 38 571 | CR01: participantes inativos que começaram a procurar trabalho novamente após terminarem a sua participação (IS FSE 2014+) | 2013: 1 210 | 3 500 | 1 | 1 | ||||||
| CO07: participantes com mais de 54 anos de idade | 51 429 | CR03: participantes que obtiveram uma qualificação após terminarem a sua participação | 13 268 | 67 000 | |||||||||
| CO20: número de projetos total ou parcialmente executados por parceiros sociais ou ONG | 100 | CR04: participantes empregados após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 2 256 | 58 740 | |||||||||
| CR05: participantes desfavorecidos que procuram um trabalho após terminarem a sua participação, envolvidos em ensino/formação, que melhoraram as suas qualificações ou já empregados, incluindo os trabalhadores por conta própria | 4 089 | 42 000 | |||||||||||
| Indicadores específicos: CESF0: número total de participantes |
178 000 | CR06: participantes empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 1 805 | 82 000 | |||||||||
| Participantes desempregados, incluindo os desempregados de longa duração | 172 493 | CR007: participantes cuja posição no mercado de trabalho melhorou 6 meses após terminarem a sua participação | 903 | 1 700 | |||||||||
| Participantes com o ensino básico completo (CITE) ou com o terceiro ciclo do ensino básico (CITE 2) | 8 900 | CR008: participantes com idade igual ou superior a 54 anos empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 1 292 | 12 300 | |||||||||
| Participantes inativos | 5 687 | CR09: participantes desfavorecidos, empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 268 | 41 000 | |||||||||
| EP1 1.2 | CO20: número de projetos total ou parcialmente executados por parceiros sociais ou ONG | 90 | CR01: participantes inativos que começaram a procurar trabalho novamente após terminarem a sua participação (IS FSE 2014+) | 134 | 1 220 | 1 354 | 100 | 1 400 | 1 500 | 2 | 2, 3, 4 | ||
| CO21: número de projetos destinados ao emprego sustentável de mulheres e progressão na carreira sustentável de mulheres | 410 | CR03: participantes que obtiveram uma qualificação após terminarem a sua participação | 49 | 440 | 489 | 50 | 450 | 500 | |||||
| CO22: número de projetos consagrados às autoridades públicas ou aos serviços públicos aos níveis nacional, regional e local | 60 | CR04: participantes empregados após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 26 | 245 | 271 | 48 | 432 | 480 | |||||
| CO23: número de micro, pequenas e médias empresas apoiadas (incluindo cooperativas e empresas sociais) | 130 | CR05: participantes desfavorecidos que procuram um trabalho após terminarem a sua participação, envolvidos em ensino/formação, que melhoraram as suas qualificações ou já empregados, incluindo os trabalhadores por conta própria | 69 | 622 | 691 | 131 | 1 184 | 1 315 | |||||
| CO35: capacidade das infraestruturas de acolhimento de crianças ou de estabelecimentos educativos apoiados | 4 000 | CR06: participantes empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 48 | 432 | 480 | 55 | 495 | 550 | |||||
| Indicadores de realizações específicos: CESF0: número total de participantes |
940 |
9 460 |
10 400 |
CR007: participantes cuja posição no mercado de trabalho melhorou 6 meses após terminarem a sua participação | 50 | 243 | 105 | 105 | 495 | 600 | |||
| CR008: participantes com idade igual ou superior a 54 anos empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 4 | 34 | 38 | 5 | 45 | 50 | |||||||
| 80500: número de documentos analíticos ou estratégicos escritos e publicados (incluindo os de avaliação) | 35 | CR09: participantes desfavorecidos, empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 336 | 150 | |||||||||
| Indicadores específicos: | |||||||||||||
| 50100: número de infraestruturas de acolhimento de crianças ou de estabelecimentos educativos apoiados | 333 | 50110: número de pessoas que utilizam as estruturas de acolhimento de crianças em idade pré-escolar | 400 | 6 000 | |||||||||
| 50105: número de entidades empregadoras que apoiam formas flexíveis de trabalho | 70 | 50130: número de pessoas que utilizam formas flexíveis de trabalho | 50 | 500 | |||||||||
| EP2 2.1 |
CO20: número de projetos total ou parcialmente executados por parceiros sociais ou ONG | 415 | CR01: participantes inativos que começaram a procurar trabalho novamente após terminarem a sua participação (IS FSE 2014+) | 2 527 | 3 326 | 3 | 5 | ||||||
| CO22: número de projetos consagrados às autoridades públicas ou aos serviços públicos aos níveis nacional, regional e local | 14 | CR04: participantes empregados após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 1 010 | 1 386 | |||||||||
| CO23: número de micro, pequenas e médias empresas apoiadas (incluindo cooperativas e empresas sociais) | 231 | CR05: participantes desfavorecidos que procuram um trabalho após terminarem a sua participação, envolvidos em ensino/formação, que melhoraram as suas qualificações ou já empregados, incluindo os trabalhadores por conta própria | 934 | 5 636 | |||||||||
| CR06: participantes empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 665 | 860 | |||||||||||
| Indicadores específicos: CESF0: número total de participantes |
167 244 | CR007: participantes cuja posição no mercado de trabalho melhorou 6 meses após terminarem a sua participação | 3 326 | 16 724 | |||||||||
| 67001: capacidade dos serviços apoiados | 32 063 | CR008: participantes com idade igual ou superior a 54 anos empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 143 | 138 | |||||||||
| 67101: número de instituições de apoio apoiadas | 5 | CR09: participantes desfavorecidos, empregados 6 meses após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 455 | 832 | |||||||||
| 80500: número de documentos analíticos ou estratégicos escritos e publicados (incluindo os de avaliação) | 18 | Indicadores específicos: 67010: utilização dos serviços apoiados |
16 000 | 74 000 | |||||||||
| 67401: serviços sociais novos ou inovados no domínio da habitação | 247 | 67110: número de instituições auxiliares que funcionam mesmo após o fim do apoio | 2 | 5 | |||||||||
| 10210: número de empresas sociais estabelecidas graças ao apoio | 138 | 62910: participantes empregados 12 meses após o fim, incluindo os trabalhadores por conta própria | 333 | 430 | |||||||||
| 67300: número de participantes que receberam consultoria sobre empreendedorismo social | 80 | 67310: anteriores participantes de projetos em que a intervenção mediante trabalho social cumpriu o seu objetivo, incluindo os trabalhadores por conta própria |
27 914 | 62 558 | |||||||||
| 10211: número de empresas sociais estabelecidas graças ao apoio, que funcionam mesmo após o fim do mesmo | 100 | 92 | |||||||||||
| FRANÇA – PO NACIONAL FSE 2014FR05SFOP001 | |||||||||||||
| EP3 9i |
CO01: desempregados, incluindo desempregados de longa duração | 1 400 000 | CR02: participantes que seguem uma qualificação após terminarem a sua participação | 91 322 | 180 000 | 8 e 9 | 14 e 15 | ||||||
| CO03: participantes inativos | 675 000 | ||||||||||||
| CR03: participantes que obtiveram uma qualificação após terminarem a sua participação | 25 961 | 52 500 | |||||||||||
| Indicadores específicos: 9i3: número de mulheres |
1 000 000 | CR04: participantes empregados após terminarem a sua participação, incluindo os trabalhadores por conta própria | 281 063 | 575 000 | |||||||||
| 9i4: número de participantes de distritos prioritários da política da cidade | 230 000 | ||||||||||||
| 9i5: número de projetos destinados a coordenar e facilitar a oferta relacionada com a inserção social | Indicadores específicos: R91.4: número de ações executadas para a coordenação e facilitação |
||||||||||||
| 9i7: número de projetos destinados a mobilizar as entidades empregadoras dos setores comercial e não comercial | R91.6: número de organizações com utilidade social e de entidades empregadoras que receberam apoio | ||||||||||||
| EP 1 8iii |
Indicadores específicos: 8iii1: número de empresários ou compradores que receberam apoio |
340 400 | Indicadores específicos (não existem indicadores comuns para este objetivo específico); os valores para as diferentes categorias de regiões são cumulativos: R83.1: número de empregos criados |
90 000 |
11 | 17 | |||||||
| 8iii2: número de empresárias que receberam apoio | 129 200 | R83.2: número de empresas criadas de distritos prioritários da política da cidade | 9 000 | ||||||||||
| 8iii3: número de participantes de distritos prioritários da política da cidade que receberam apoio | 34 000 | R83.3: número de atividades partilhadas alcançado | |||||||||||
| R83.4: número de empresas criadas por mulheres | 36 000 | ||||||||||||
| ITÁLIA – PO PIEMONTE 2014IT05SFOP013 | |||||||||||||
| EP 1 – 1.8i | CO01: desempregados, incluindo desempregados de longa duração | 9 900 | 10 600 | 20 500 | CR06: participantes desfavorecidos com emprego seis meses depois de terminada a formação, incluindo uma atividade por conta própria | 34 | 36 | 35 | 45 | 45 | 45 | 13 | 19 e 20 |
| CO23: número de microempresas e PME apoiadas | 2 700 | ||||||||||||
| EP 1 – 1.8i | CO01: desempregados, incluindo desempregados de longa duração | ||||||||||||
| CO23: micro, pequenas e médias empresas apoiadas (incluindo cooperativas e empresas sociais) | |||||||||||||
| EP 1 – 1.8ii | CO01: desempregados, incluindo desempregados de longa duração | 8 500 | 8 500 | 17 000 | CR06: participantes desfavorecidos com emprego seis meses depois de terminada a formação, incluindo uma atividade por conta própria | 30,5 | 30,5 | 30,5 | 40,5 | 40,5 | 40,5 | 14 | 21 e 22 |
| CO03: participantes inativos | 13 300 | 7 700 | 21 000 | ||||||||||
| CO06: participantes com menos de 25 anos de idade | 18 150 | 12 550 | 30 700 | ||||||||||
| FINLÂNDIA – PO Emprego e crescimento sustentáveis (2014FI16M2OP001) | |||||||||||||
| EP 3 – 8i | Indicadores específicos: Número de participantes com menos de 30 anos que estão desempregados ou fora do mercado de trabalho |
26 000 | Indicador específico: Participantes com menos de 30 anos empregados após deixarem a medida (fonte: estatísticas da Finlândia) |
2013: 23 | 30 | 18 | 29 | ||||||
| Número de participantes com mais de 54 anos que estão desempregados ou fora da população ativa | 8 600 | Participantes com mais de 54 anos empregados após deixarem a medida | 17 | 23 | |||||||||
| PA5 9i |
CO02: desempregados de longa duração | 11 250 | Indicador específico: Melhoria da capacidade funcional e para o trabalho dos participantes (análise separada) |
2012: 5,5 | 5,9 | 18 | 30 | ||||||
| CO04: pessoas desempregadas e que não se encontram a fazer formação | 4 100 | ||||||||||||
| CO20: número de projetos total ou parcialmente executados por parceiros sociais ou organizações cívicas | 55 | ||||||||||||
Legenda: CO: indicador comum de realizações; CR: indicador comum de resultados; M: masculino; F: feminino.
Anexo VIII
Realizações e resultados nos procedimentos de seleção e nas candidaturas analisados
| Existem indicadores quantificados nas candidaturas? | Existe uma avaliação dos indicadores e dos valores fornecidos? | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| a) | b) | Existem critérios de seleção sobre os indicadores de resultados/resultados esperados? | Indicadores de realizações que correspondem aos definidos a nível dos PO e quantificados | Indicadores de resultados que correspondem aos definidos a nível dos PO e quantificados | Realizações | Resultados |
| República Checa – OPE - 2014CZ05M9OP001 | ||||||
| 1 | 1 | Resultados esperados a serem definidos, indicadores de resultados mencionados e correspondem aos indicadores do PO, mas sem meta/quantificação exigida | NA, não há informação sobre resultados | |||
| 2 | 2 | |||||
| 3 | 3 | Utilização de «custos unitários» c) | ||||
| 4 | ||||||
| 5 | NA, não há informação sobre resultados | |||||
| República Checa – OPEIC - 2014CZ16RFOP001 | ||||||
| 4 | 6 | Resultados esperados a serem definidos, indicadores de resultados mencionados e correspondem aos indicadores do PO, mas sem meta/quantificação exigida | Candidaturas descrevem os resultados esperados e o seu contributo para os objetivos do PO, sem quantificação do indicador de resultados relativamente ao PO | São vinculativos e mencionados no acordo de subvenção | Avaliação utilizada para atribuição da pontuação | |
| 7 | ||||||
| 5 | 8 | Avaliação utilizada para atribuição da pontuação | ||||
| 9 | ||||||
| França – PO Lorraine et Vosges - 2014FR16M0OP015 | ||||||
| 6 | 10 | Resultados esperados a serem definidos (o projeto tem de provar de que modo contribui para a consecução dos indicadores) | Candidaturas descrevem os resultados esperados e o seu contributo para os objetivos do PO | Avaliação limitada dos resultados esperados nos relatórios de avaliação | ||
| 11 | ||||||
| 13 | ||||||
| 7 | 12 | Avaliação limitada dos resultados esperados nos relatórios de avaliação (indicador de resultados não avaliado) | ||||
| França – PON FSE - 2014FR05SFOP001 | ||||||
| 8 | 14 | Não solicitado expressamente, mas exigido no formato normalizado da candidatura | Mas indicadores de resultados diferentes dos constantes do PO | |||
| 9 | 15 | (Também foram fornecidos indicadores diferentes dos do PO) | ||||
| 10 | 16 | Mas indicadores de resultados diferentes dos constantes do PO | ||||
| 11 | 17 | Indicadores de realizações não relacionados com os indicadores do PO e não quantificados | Apenas informação qualitativa sobre os resultados esperados | Apenas foi avaliada a pertinência dos indicadores utilizados | Apenas foi avaliada a pertinência dos indicadores utilizados | |
| 12 | 18 | (Também foram fornecidos indicadores diferentes dos do PO) | Coerência com o montante da subvenção | |||
| Itália – PO Piemonte - 2014IT05SFOP013 | ||||||
| 13 | 19 e 20 | Utilização de «custos unitários» c) | NA, não há informação sobre resultados | |||
| 14 | 21 e 22 | |||||
| Itália – PO Apúlia - 2014IT16M2OP002 | ||||||
| 15 | 23 e 24 | Solicitação dos resultados esperados apenas através do plano de negócios | Candidaturas descrevem os resultados esperados e o seu contributo para os objetivos do PO | Avaliação dos resultados esperados descritos, mas com insuficiências | ||
| 16 | 25 e 26 | |||||
| Finlândia – PO Emprego e crescimento sustentáveis - 2014FI16M2OP001 | ||||||
| 17 FEDER | 27, 28 31, 32 33, 34 | Mas não correspondem aos indicadores do PO | Inexistência de informação sobre indicadores de realizações, mas os dados podem ser obtidos diretamente no sistema informático | NA, não há informação sobre realizações | Mas indicadores não correspondem aos do PO | |
| 18 FSE | 29 | Avaliação utilizada para atribuição da pontuação | ||||
| 30 | NA, não há informação sobre resultados | |||||
| 19 FSE/FEDER | Mas no caso do FEDER não correspondem aos indicadores do PO | NA, não foram analisados projetos nestes procedimentos de seleção | ||||
| 20 FSE/FEDER | ||||||
| SIM | Parcialmente | NÃO | NA: Não aplicável |
Nota: a) ver anexo III - lista de procedimentos de seleção; b) ver anexo I - lista dos projetos analisados; c) custos unitários: metodologia para determinar o montante de custos elegíveis em que esta quantia é igual à realização a atingir (por exemplo, o número de lugares a criar numa creche, neste caso o número de lugares criados) multiplicada pelo custo unitário por lugar.
Fonte: 1) documentação para os procedimentos de seleção; 2) candidaturas apresentadas para os projetos analisados durante a presente auditoria; 3) relatórios de avaliação para estas candidaturas.
Glossário
Acompanhamento/monitorização: exame regular das despesas, das realizações e dos resultados, o que permite dispor de informações atualizadas para verificar se os projetos/programas estão a progredir como esperado.
Autoridade de gestão (AG): entidade pública ou privada que tenha sido designada por um Estado-Membro para gerir um programa operacional. As suas tarefas incluem a seleção de projetos a financiar, o acompanhamento do modo como os projetos são executados e a apresentação de relatórios à Comissão sobre os aspetos financeiros e os resultados obtidos.
Código de Conduta Europeu sobre Parcerias: conjunto de princípios estabelecido no Regulamento Delegado (UE) nº 240/2014 da Comissão, a fim de apoiar os Estados-Membros na organização de parcerias para a elaboração e execução dos acordos de parceria e programas operacionais.
Comité de acompanhamento: comité que acompanha a execução de um programa operacional. É composto por representantes das autoridades competentes dos Estados-Membros (nomeadamente, representantes das autoridades de gestão, certificação e auditoria, organismos de execução, organizações de entidades patronais ou dos trabalhadores e sociedade civil). A Comissão tem igualmente um papel de observadora.
Condicionalidades ex ante: condições que os Estados-Membros devem satisfazer antes de poderem receber qualquer financiamento ao abrigo dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento. Quando da preparação dos programas operacionais do período de programação de 2014-2020, os Estados-Membros tiveram de avaliar se estas condições estavam preenchidas. Caso contrário, era necessário estabelecer planos de ação para assegurar o respetivo cumprimento até 31 de dezembro de 2016.
Critérios de seleção/adjudicação: critérios previamente definidos utilizados nos procedimentos de seleção para avaliar a capacidade de os requerentes concluírem a ação proposta ou programa de trabalho.
Eixo prioritário: uma ou mais prioridades de investimento associadas a um objetivo temático. O financiamento num programa operacional está organizado por eixo prioritário.
Estratégia Europa 2020: estratégia de crescimento da UE para o período de 2010-2020 com vista a recuperar da crise. A estratégia está dividida em cinco grandes objetivos, abrangendo o emprego; a investigação e o desenvolvimento; o clima e a energia; a educação; a inclusão social e a redução da pobreza.
Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI): os FEEI são constituídos por cinco fundos distintos que visam reduzir os desequilíbrios regionais na União, com enquadramentos políticos estabelecidos para o período orçamental de sete anos do quadro financeiro plurianual (QFP). Os fundos incluem o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), o Fundo Social Europeu (FSE), o Fundo de Coesão (FC), o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP).
Indicador: um valor de substituição mensurável relativamente a um objetivo, que forneça informações de apoio para avaliar o grau de cumprimento desse objetivo.
Indicadores de realizações: valores utilizados para medir as realizações das operações apoiadas ou as realizações ao nível do programa operacional.
Indicadores de resultados: valores utilizados para medir os resultados dos projetos apoiados ou os resultados alcançados ao nível do programa operacional.
Indicadores financeiros: valores utilizados para acompanhar o progresso em termos de compromisso (anual) e pagamento dos fundos disponíveis para qualquer projeto, medida ou programa em relação ao seu custo elegível.
Lógica de intervenção: relação entre as necessidades avaliadas, os objetivos, os recursos (planeados e afetados), as realizações (previstas e concretizadas) e os resultados (pretendidos e efetivos).
Objetivo específico: resultado previsto para o qual a ação da UE visa contribuir.
Prioridades de investimento: para cada eixo prioritário, os Estados-Membros devem estabelecer nos seus programas operacionais as prioridades de investimento e os objetivos específicos correspondentes. Encontram-se enunciados nos regulamentos específicos que regem o FEDER, o FSE e o FC.
Programa operacional (PO): declaração das prioridades e os objetivos específicos de um Estado-Membro, que descreve a forma como o financiamento (cofinanciamento da UE e nacional público e privado) será utilizado para financiar projetos durante um determinado período (atualmente de sete anos). Os projetos constantes num PO devem contribuir para um determinado número de objetivos definidos ao nível dos eixos prioritários do PO. O PO pode ser financiado pelo FEDER, FC e/ou FSE. Os PO são elaborados pelos Estados-Membros e têm de ser aprovados pela Comissão antes de poderem ser efetuados quaisquer pagamentos a partir do orçamento da UE. Apenas podem ser alterados durante o período de programação com o acordo de ambas as partes.
Quadro de desempenho: um conjunto de objetivos intermédios e metas definidos para cada eixo prioritário num programa operacional, constituindo um pilar importante da abordagem orientada para o desempenho.
Realizações: algo que é produzido ou concretizado com os recursos afetados a uma intervenção (por exemplo, ações de formação ministradas a jovens desempregados, número de estações de tratamento de águas residuais ou a extensão de estradas construídas).
Reserva de desempenho: montante que representa 6% dos recursos afetados ao FEDER, ao FSE e ao FC ou ao FEADER e ao FEAMP, a disponibilizar após a análise do desempenho de 2019, caso estejam reunidos ou sejam excedidos determinados requisitos.
Resultados: alterações imediatas para os beneficiários no final da sua participação numa intervenção (por exemplo, melhoria da acessibilidade a uma zona devido à construção de uma estrada, formandos que encontraram emprego).
Lista de siglas e acrónimos
AA: Autoridade de auditoria
AC: Autoridade de certificação
AG: Autoridade de gestão
AGD: Autoridade de gestão delegada
CE: Comissão Europeia
EM: Estado-Membro
EP: Eixo prioritário
FC: Fundo de Coesão
FEDER: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
FEEI: Fundos Europeus Estruturais e de Investimento
FSE: Fundo Social Europeu
OE: Objetivo específico
OI: Organismo intermediário
OT: Objetivo temático
PI: Prioridade de investimento
PME: Pequenas e médias empresas
PO: Programa Operacional
QEC: Quadro Estratégico Comum
RAE: Relatório anual de execução
RDC: Regulamento Disposições Comuns
Notas
1 As prioridades de investimento e os objetivos específicos são estabelecidos com base no acordo de parceria do Estado-Membro, que é um acordo celebrado entre o Estado-Membro e a Comissão em que se definem os objetivos estratégicos e as prioridades de investimento do país.
2 COM(2010) 700 final, de 19 de outubro de 2010, «Reapreciação do orçamento da UE».
3 Estes três aspetos foram tratados no Relatório Especial nº 2/2017 do Tribunal, intitulado «Negociação, pela Comissão, dos acordos de parceria e programas do domínio da coesão para 2014-2020: despesas mais orientadas para as prioridades da Estratégia Europa 2020, mas crescente complexidade das disposições de avaliação do desempenho» e no Relatório Especial nº 15/2017, intitulado «Condicionalidades ex ante e reserva de desempenho no domínio da coesão: instrumentos inovadores, mas ainda não eficazes».
4 Artigo 19º do Regulamento (UE) nº 1303/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro de 2013, que estabelece disposições comuns relativas ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, ao Fundo Social Europeu, ao Fundo de Coesão, ao Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural e ao Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas, que estabelece disposições gerais relativas ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, ao Fundo Social Europeu, ao Fundo de Coesão e ao Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas, e que revoga o Regulamento (CE) nº 1083/2006 do Conselho (JO L 347 de 20.12.2013, p. 320).
5 Condicionalidade ex ante geral 7, anexo XI, parte II, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
6 Artigos 20º, 22º e 96º, e anexo II do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
7 Artigos 9º e 96º, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
8 Anexo I dos Regulamentos (UE) nº 1300/2013, nº 1301/2013 e nº 1304/2013, artigo 5º do Regulamento (UE) nº 1301/2013, artigo 3º do Regulamento (UE) nº 1304/2013 e artigo 96º, nº 2, alínea b), subalínea ii), do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
9 Relatório Especial nº 2/2017.
10 Artigo 48º, nº 3, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
11 Artigo 53º, nº 2, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
12 Artigo 9º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
13 Ver Relatório Especial nº 2/2017 do TCE.
14 Artigo 96º, nº 2, alínea b), do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
15 Artigo 125º, nº 3, alínea a), subalínea i), do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
16 Artigo 125º, nº 3, alínea a), do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
17 Projetos nº 27, 28, 30, 31, 32, 33 e 34.
18 Artigo 116º e anexo XII, ponto 3, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
19 Artigo 132º do Regulamento [Financeiro] (UE, Euratom) nº 966/2012 e artigos 34º e 125º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
20 Orientações da Comissão: http://ec.europa.eu/regional_policy/en/information/legislation/guidance/.
21 PO Piemonte, Itália, convite à apresentação de propostas «Obbligo d’istruzione» 2015/2016.
22 Artigos 72º, 73º e 74º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
23 Artigo 125º, nº 2, alínea d), do Regulamento (UE) nº 1303/2013; este requisito faz igualmente parte do sistema de gestão e de controlo, artigo 72º, alínea d), do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
24 Condicionalidade ex ante 7, anexo XI, parte II, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
25 Artigo 19º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
26 Artigo 122º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
27 Artigo 122º, nº 3, do Regulamento (UE) nº 1303/2013; a sua utilização efetiva pelos beneficiários não é obrigatória.
28 EGESIF_14-0010-final de 18.12.2014, «Orientações para a Comissão e os Estados-Membros sobre uma metodologia comum para a avaliação de sistemas de gestão e controlo nos Estados-Membros».
29 Por exemplo, informações sobre a situação dos participantes: migrantes, origem estrangeira, minorias (designadamente minorias marginalizadas como os ciganos), participantes com deficiência ou outros grupos desfavorecidos.
30 Com base nas 20 auditorias da Comissão relativas à fiabilidade dos dados sobre o desempenho realizadas maioritariamente em 2017.
31 A AG conseguiu resolver este problema mais tarde, no decurso de 2017.
32 Artigo 50º, nº 2, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
33 Artigo 50º, nº 4, do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
34 Bem como nos relatórios dos Estados-Membros sobre os progressos realizados relativamente a 2017. Em conformidade com o artigo 52º do Regulamento (UE) nº 1303/2013, são relatórios a apresentar até 31 de agosto de 2017 e 31 de agosto de 2019 sobre a execução dos acordos de parceria até 31 de dezembro de 2016 e 31 de dezembro de 2018, respetivamente. Esses relatórios apresentam, nomeadamente, «[o]s progressos registados na execução da estratégia da União para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, bem como nas missões específicas por Fundos referidas no artigo 4º, nº 1, através do contributo dos FEEI para os objetivos temáticos selecionados e, nomeadamente, quanto às metas intermédias adotadas no quadro de desempenho para cada programa e quanto ao apoio utilizado para os objetivos relativos às alterações climáticas».
35 Ver artigos 75º e 127º, nº 4, do Regulamento (UE) nº 1303/2013 e anexo VII do Regulamento de Execução (UE) 2015/207 da Comissão, de 20 de janeiro de 2015, que estabelece regras pormenorizadas de execução do Regulamento (UE) nº 1303/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, no que diz respeito aos modelos para apresentação do relatório intercalar, das informações relativas aos grandes projetos, do plano de ação conjunto, dos relatórios de execução do objetivo de Investimento no Crescimento e no Emprego, da declaração de gestão, da estratégia de auditoria, do parecer de auditoria e do relatório anual de controlo, bem como a metodologia a utilizar para efeitos da análise custo-benefício, e nos termos do Regulamento (UE) nº 1299/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, no que diz respeito ao modelo dos relatórios de execução do objetivo da Cooperação Territorial Europeia (JO L 38 de 13.2.2015, p. 1) e EGESIF_14-0010-final 18.12.2014, Orientações para a Comissão e os Estados-Membros sobre uma metodologia comum para a avaliação de sistemas de gestão e controlo nos Estados-Membros – Requisitos-chave 6 e 15.
36 Artigos 123º e 124º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
37 Artigo 124º, nº 2, e anexo XIII do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
38 Os indicadores de desempenho são um conjunto de indicadores definidos para cada eixo prioritário num PO, cujos valores no final de 2018 serão comparados pela Comissão com os valores intermédios determinados a fim de decidir da libertação da reserva de desempenho em 2019.
39 As metas intermédias são valores definidos para os indicadores do quadro de desempenho, a serem alcançados até ao final de 2018.
40 Ver o artigo 30º, nº 1, e o anexo II do RDC, bem como o artigo 5º, nº 6, do Regulamento (CE) nº 215/2014.
41 Artigo 56º do Regulamento (UE) nº 1303/2013.
42 Projetos 27, 28, 31, 32, 33 e 34.
43 Projetos 6, 7, 8 e 9.
44 Por exemplo, o Relatório Anual relativo a 2015, capítulo 6, ponto 6.86 ("Não foram definidos indicadores de resultados em 38% dos projetos") ou o Relatório Anual relativo a 2016, capítulo 6, ponto 6.56 ("em relação a 42% dos projetos, não foi possível identificar e medir uma contribuição específica para os objetivos gerais do programa, uma vez que não foram definidos indicadores de resultados nem metas ao nível dos projetos").
45 RE nº 15/2017.
46 COM(2017) 755 final, de 13 de dezembro de 2017, «Relatório estratégico de 2017 sobre a implementação dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento».
47 Ver RE nº 2/2017, ponto 150.
48 Ver RE nº 2/2017, ponto 131.
49 Ver RE nº 2/17, ponto 150.
50 Ver RE nº 2/17, recomendação 3.
| Etapa | Data |
|---|---|
| Adoção do PGA / Início da auditoria | 18.1.2017 |
| Envio oficial do projeto de relatório à Comissão (ou outra entidade auditada) | 3.5.2018 |
| Adoção do relatório final após o procedimento contraditório | 27.6.2018 |
| Receção das respostas oficiais da Comissão (ou de outra entidade auditada) em todas as línguas | 23.7.2018 |
Equipa de auditoria
Os relatórios especiais do Tribunal de Contas Europeu (TCE) apresentam os resultados das suas auditorias relativas às políticas e programas da UE ou a temas relacionados com a gestão de domínios orçamentais específicos. O TCE seleciona e concebe estas tarefas de auditoria de forma a obter o máximo impacto, tendo em consideração os riscos relativos aos resultados ou à conformidade, o nível de receita ou de despesa envolvido, os desenvolvimentos futuros e o interesse político e público.
A presente auditoria de resultados foi realizada pela Câmara de Auditoria II, especializada nos domínios de despesas do investimento para a coesão, o crescimento e a inclusão e presidida por Iliana Ivanova, Membro do TCE. A auditoria foi efetuada sob a responsabilidade do Membro do TCE Ladislav Balko, com a colaboração de Branislav Urbanič, chefe de gabinete, e Zuzana Franková, assessora de gabinete; Myriam Cazzaniga, responsável principal; Pekka Ulander, responsável de tarefa; Michaela Binder, perita nacional destacada.
Contacto
TRIBUNAL DE CONTAS EUROPEU
12, rue Alcide De Gasperi
1615 Luxembourg
LUXEMBOURG
Tel. +352 4398-1
Informações: eca.europa.eu/pt/Pages/ContactForm.aspx
Sítio Internet: eca.europa.eu
Twitter: @EUAuditors
Encontram-se mais informações sobre a União Europeia na rede Internet, via servidor Europa (http://europa.eu)
Luxemburgo: Serviço das Publicações da União Europeia, 2018.
| ISBN 978-92-847-0552-8 | ISSN 1977-5822 | doi:10.2865/144832 | QJ-AB-18-018-PT-N | |
| HTML | ISBN 978-92-847-0526-9 | ISSN 1977-5822 | doi:10.2865/81961 | QJ-AB-18-018-PT-Q |
© União Europeia, 2018
A autorização para utilizar ou reproduzir fotografias ou qualquer outro material em relação ao qual a União Europeia não tenha direitos de autor deve ser diretamente solicitada aos titulares dos direitos de autor.
CONTACTAR A UE
Pessoalmente
Em toda a União Europeia há centenas de centros de informação Europe Direct. Pode encontrar o endereço do centro mais próximo em: https://europa.eu/european-union/contact_pt.
Telefone ou correio eletrónico
Europe Direct é um serviço que responde a perguntas sobre a União Europeia. Pode contactar este serviço:
- pelo telefone gratuito: 00 800 6 7 8 9 10 11 (alguns operadores podem cobrar estas chamadas),
- pelo telefone fixo: +32 22999696, ou
- por correio eletrónico, na página: https://europa.eu/european-union/contact/write-to-us_pt.
ENCONTRAR INFORMAÇÕES SOBRE A UE
Em linha
Estão disponíveis informações sobre a União Europeia em todas as línguas oficiais no sítio Europa: https://europa.eu/european-union/index_pt.
Publicações da UE
As publicações da UE, quer gratuitas quer pagas, podem ser descarregadas ou encomendadas na EU Bookshop: https://op.europa.eu/pt/publications. Pode obter exemplares múltiplos de publicações gratuitas contactando o serviço Europe Direct ou um centro de informação local (ver https://europa.eu/european-union/contact_pt).
Legislação da UE e documentos conexos
Para ter acesso à informação jurídica da UE, incluindo toda a legislação da UE desde 1951 em todas as versões linguísticas oficiais, visite o sítio EUR-Lex em: http://eur-lex.europa.eu.
Dados abertos da UE
O Portal de Dados Abertos da União Europeia (http://data.europa.eu/euodp/pt/home?) disponibiliza o acesso a conjuntos de dados da UE. Os dados podem ser utilizados e reutilizados gratuitamente para fins comerciais e não comerciais.
